Paulo Cappelli

Botar Bolsonaro em presídio é “plano midiático da esquerda”, diz Zema

Governador de Minas Gerais defende anistia e classifica possível ida de Bolsonaro à Papuda de “plano midiático da esquerda”

atualizado

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Romeu Zema concede entrevista no estudio do Metrópoles - Coluna
1 de 1 Romeu Zema concede entrevista no estudio do Metrópoles - Coluna - Foto: Gabriel Foster/Metrópoles

Governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) afirmou, nesta quarta-feira (12/11), que concederá indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos detidos pelos atos de 8 de Janeiro caso se eleja presidente.

“Certamente [daria anistia se fosse presidente] a ele e a todos que ainda estavam detidos devido àquilo que foi chamado de ‘golpe’, que não foi, do dia 8 de janeiro de 2023. Nós precisamos passar uma borracha nesse episódio, que não foi golpe. Foi um ato de vandalismo, condenável, errado, mas golpe, não”, declarou Zema em entrevista à coluna.

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O governador disse que as ações não configuraram tentativa de tomada de poder. “Talvez seja o único golpe do mundo não armado, sem envolvimento de qualquer força de segurança. Baderneiros e depredadores que merecem pena, mas não de atentado ao Estado de Direito. Já tivemos muitas manifestações em Brasília com depredações, e não foram taxadas de golpe.”

Zema também defendeu que o perdão inclua Bolsonaro. “Então, é necessário darmos esse indulto a essas pessoas e, principalmente, ao ex-presidente, que ainda tem problemas de saúde acarretadas pela facada que ele sofreu em 2018.”

Questionado sobre uma eventual transferência de Bolsonaro de prisão domiciliar para o presídio da Papuda, o governador respondeu: “Vejo mais como um plano midiático da esquerda do que uma necessidade”.

Para embasar a tese, Zema argumentou que percebe alinhamento entre o STF e o governo federal.

“Parece um STF que parece que está muito tendencioso a fazer aquilo que tem sido adequado para a esquerda, o governo federal ou aos ministros. Ele [Bolsonaro] já está em prisão domiciliar há alguns meses, não tem causado nenhuma ação que possa justificar desobediência ao que foi determinado na sentença. Então, por que não mantê-lo lá, onde é mais fácil tratar da saúde, ter uma convivência com os familiares e receber algumas visitas em vez de mandá-lo para o presídio? Ele não oferece nenhum perigo.”

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