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Paulo Cappelli

Bolsonaro se irritou com presidente de Portugal por reunião com Lula

Jair Bolsonaro admitiu sua irritação com o presidente Marcelo Rebelo durante reunião com cúpula do governo em julho de 2022

10/02/2024 05:00, atualizado 10/02/2024 11:31
Reprodução/ PF
Imagem colorida de Bolsonaro durante reunião com ministros em julho de 2022 - Metrópoles

Jair Bolsonaro admitiu sua irritação com o encontro entre o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e Lula, então pré-candidato à Presidência, em 3 julho de 2022. O ex-presidente manifestou sua indignação durante uma reunião com a cúpula de seu governo no dia 5 de julho daquele ano.

Após saber da reunião entre Rebelo e Lula, Bolsonaro desmarcou o encontro com o presidente português, que aconteceria dia 4 de julho.

Bolsonaro se irritou com presidente de Portugal por reunião com Lula - destaque galeria
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Bolsonaro desmarcou encontro com Rebelo em 2022
Bolsonaro desabafou sobre irritação com presidente de Portugal durante reunião com ministros
Marcelo Rebelo e Lula se encontraram antes das eleições de 2022
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Marcelo Rebelo e Lula se encontraram antes das eleições de 2022

Igo Estrela/Metrópoles
Bolsonaro desmarcou encontro com Rebelo em 2022
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RUI OCHOA/Presidência da República
Bolsonaro desabafou sobre irritação com presidente de Portugal durante reunião com ministros
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Bolsonaro desabafou sobre irritação com presidente de Portugal durante reunião com ministros

“Tem esse presidente português aí, não entendi a dele, querendo falar com o Lula. Pode falar com quem ele bem entender. Não posso ser deselegante com ele. Falou, mas não vou encontrar esse cara mais”, disse Bolsonaro para seus ministros.

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A reunião foi gravada pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, e encontrada pela Polícia Federal em maio de 2023, após o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra Cid no âmbito da operação Venire.

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No encontro, Bolsonaro cobra de seus ministros a disseminação de informações falsas sobre Lula e o processo eleitoral de 2022. A gravação da reunião acabou sendo usada como argumento para a operação Tempus Veritatis, deflagrada na quinta-feira (8/2) pela Polícia Federal, que investiga o planejamento de um suposto golpe de Estado após as eleições de 2022.

No total, a PF cumpriu 33 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 48 medidas cautelares incluindo a proibição de contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, a entrega dos passaportes e a suspensão do exercício de funções públicas.