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Paulo Cappelli

Autor do PL da Anistia propõe 2 anos de prisão domiciliar para Bolsonaro

Autor do projeto sobre anistia que avançou na Câmara, deputado Marcelo Crivella defende que Bolsonaro cumpra dois anos, em contraste com STF

18/09/2025 17:51, atualizado 18/09/2025 18:17
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HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência

Autor do projeto de lei sobre anistia que avançou na Câmara dos Deputados, Marcelo Crivella (Republicanos) defendeu, nesta quinta-feira (18/9), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja contemplado com redução da pena e cumpra 2 anos em prisão domiciliar. A medida contrasta com a condenação de 27 anos imposta ao ex-mandatário pelo STF.

“Condenar um homem de 70 anos a 27 de prisão não é uma pena de morte?”, questionou Marcelo Crivella em entrevista à coluna. O parlamentar disse ser favorável a uma anistia “ampla, geral e irrestrita” que inocentasse Bolsonaro e outros condenados, mas que essa possibilidade é inviável por ser rejeitada por lideranças do Centrão.

Para Crivella, a condenação a dois anos de prisão seria a alternativa ideal por representar uma “pena reeducativa” e que evite a perda das patentes de Bolsonaro e outros militares condenados por golpe de Estado.

“Defendo a redução de pena de Bolsonaro e outros militares para dois anos, porque não perde a patente. Quem sabe a gente consegue dois anos com prisão domiciliar. E rapidamente passando para regime de semiaberto, trabalhando e dormindo em casa. Acho que isso seria o ideal”, disse Crivella.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro
Deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), relator do PL da Dosimetria
Bolspnaro e Crivella, autor do PL da Anistia
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Bolspnaro e Crivella, autor do PL da Anistia

Reprodução/ Marcelo Crivella
O ex-presidente Jair Bolsonaro
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O ex-presidente Jair Bolsonaro

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Deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), relator do PL da Dosimetria
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Deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), relator do PL da Dosimetria

Breno Esaki/Metrópoles

O autor do PL da Anistia prosseguiu: “É [uma sentença] educativa, as pessoas nunca esqueceriam essa experiência terrível. Serve de exemplo para todos políticos e a coletividade. Mas fica nisso. Não é algo que traria angústia e aflição. Aliás, eu nunca imaginei que a gente pudesse botar em risco as relações diplomáticas com os Estados Unidos”.

Protocolado em 2023, o texto de Crivella foi, inicialmente, apelidade de “anistia light” por abarcar apenas manifestantes que se envolveram nos atos de 8 de Janeiro e não depredaram patrimônio público nem atacaram policiais. Após a condenação de Bolsonaro e de aliados do ex-presidente, o texto ganhou uma nova discussão na Câmara.

A tramitação do projeto de lei

Nessa quarta-feira (17/9), a urgência para votação do PL da Anistia foi aprovada com 311 votos, dando celeridade à apreciação pelo plenário da Câmara. O texto final, contudo, ainda será discutido.

A proposta será relatada pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade), que se reunirá com o autor do projeto para debater o texto. “Paulinho foi escolhido de maneira certa. Espero que na semana que vem a gente tenha isso feito”, finalizou Marcelo Crivella.

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