Gilmar questiona Congresso sobre regras para impeachment de ministros
Decano do STF requisita informações em ações sobre Lei do Impeachment

Decano do STF, o ministro Gilmar Mendes requisitou nesta quarta-feira (17) informações ao Congresso Nacional e à Presidência da República sobre o rito de impeachment de ministros da Corte. O pedido ocorre no âmbito das Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 1.259 e 1.260, protocoladas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pelo partido Solidariedade.
As ações questionam dispositivos da Lei 1.079/50, conhecida como Lei do Impeachment, alegando incompatibilidade com a Constituição de 1988. Entre os pontos contestados estão o quórum de admissibilidade, a possibilidade de denúncia por qualquer cidadão e a previsão de afastamento cautelar.
No despacho, o ministro abriu prazo de cinco dias para manifestação da Procuradoria-Geral da República e da Advocacia-Geral da União após o recebimento das informações.
ADPFs tramitam em conjunto no STF
As duas ações foram apensadas para tramitar em conjunto devido à coincidência de objetos. A ADPF 1.259, ajuizada pelo Solidariedade, questiona artigos da Lei 1.079/50 e do Código Eleitoral, enquanto a ADPF 1.260, apresentada pela AMB, contesta dispositivos da mesma lei e do Código de Processo Penal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAmbas pedem medida cautelar para afastar interpretações que permitam abertura ou andamento de processo de impeachment de ministros do STF em moldes considerados incompatíveis com a Constituição de 1988.




