
Paulo CappelliColunas

André Mendonça nega a CPI informações sobre morte de aliado de Vorcaro
André Mendonça negou acesso da CPI a dados sobre as fraudes do Banco Master e da morte de Luiz Phillipi Mourão, ligado a Daniel Vorcaro
atualizado
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O ministro André Mendonça (STF) negou o pedido da CPI do Crime Organizado para envio de dados referentes às investigações da Polícia Federal (PF) sobre as fraudes financeiras cometidas pelo Banco Master e a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Em ofício enviado ao presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT), Mendonça alegou que os dados não podem ser compartilhados porque os dois casos ainda são alvos de diligências realizadas pela PF. O magistrado disse ainda que os dados poderão ser enviados ao final dos procedimentos de investigação.
“Nada obstante a superlativa relevância que possui a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar e investigar a estrutura, o funcionamento e a expansão de organizações criminosas em território nacional, considerando que os pedidos contidos nos Requerimentos nº 211 e nº 237, de 2026, aprovados no âmbito do colegiado legislativo investigativo, buscam o compartilhamento de dados e elementos informativos colhidos nos processos judiciais em trâmite neste Supremo Tribunal Federal, sob minha relatoria, atinentes à Operação Compliance Zero, e, de modo mais específico, quanto às investigações promovidas sobre o Banco Master S.A., e o óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão”, disse André Mendonça, no documento.
“Em relação a ambos os fatos remanescem diligências instrutórias pendentes, estando ainda em curso as respectivas investigações, resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos, sem prejuízo de que, em momento ulterior, com o exaurimento das medidas instrutórias ainda em andamento, seja possível promover a reanálise da solicitação de Suas Excelências”, afirmou o ministro.
Morte de Sicário
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, foi preso pela PF no início de março e atentou contra a própria vida dentro da carceragem da Superintendência da corporação em Minas Gerais. A morte foi confirmada pela defesa do acusado dois dias depois.
Sicário era apontado como integrante da chamada “Turma” de Daniel Vorcaro, milícia pessoal responsável por ameaçar e intimidar adversários do banqueiro.





