
Paulo CappelliColunas

A expectativa do governo sobre a CPI que investigará crime organizado
Parlamentares governistas esperam que CPI priorize propostas em vez de indiciamentos, sob relatoria de Alessandro Vieira (MDB)
atualizado
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A expectativa do governo Lula é que a CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, nesta terça-feira (4/11), tenha caráter mais propositivo do que punitivo.
A comissão será presidida pelo senador Fábio Contarato (PT-ES), terá Hamilton Mourão (Republicanos-RS) como vice e contará com Alessandro Vieira (MDB-SE) na relatoria.
Parlamentares da base do governo avaliam que, sob a condução de Vieira — considerado um parlamentar de centro —, a CPI deverá concentrar seus trabalhos em propor medidas de enfrentamento ao crime organizado, evitando disputas políticas e ações voltadas a indiciamentos.
Apesar de nenhum senador do PT ter assinado o requerimento para a criação da CPI, o partido garantiu a presidência do colegiado com a escolha de Contarato.
“Somos a favor de qualquer proposta para combater o crime organizado”, afirmou à coluna o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT).
A instalação da CPI foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dois dias após a megaoperação policial que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
A CPI tem 120 dias para investigar especialmente o crescimento das facções e milícias em todo o país.





