A curiosa vantagem de Lula na dura negociação com Trump
Nos bastidores da diplomacia, comenta-se que Lula tem uma vantagem curiosa em relação a outros chefes de Estado que negociaram com Trump

Nos bastidores da diplomacia, comenta-se que Lula terá uma vantagem curiosa em relação a outros chefes de Estado que negociaram presencialmente com Donald Trump: o fato de o presidente Lula não falar inglês e nem Trump português.
Pode parecer um detalhe banal, mas essa dinâmica tornará necessária a intermediação de tradutores, o que inevitavelmente deixará o ritmo da conversa mais lento e menos propenso a arroubos, avaliam diplomatas brasileiros e americanos ouvidos pela coluna.

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Ver todasOs maiores embates de Trump durante reuniões diplomáticas recentes foram com chefes de Estado que falavam inglês, o que teria contribuído para reações aceleradas e para a escalada da tensão. São eles Volodymyr Zelensky, da Ucrância, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul.
A conversa de Lula com Trump tende a ser difícil. Isso porque o brasileiro não pretende recuar em pontos centrais das reclamações do norte-americano, que envolvem a condenação de Jair Bolsonaro e o bloqueio de redes sociais de cidadãos estadunideneses.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesUm integrante do Palácio do Planalto ouvido pela coluna avalia que qualquer recuo do presidente nesse sentido iria indispor Lula com a ala majoritária do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas decisões que geraram reações da Casa Branca, como a aplicação da Lei Manigtsky ao ministro Alexandre de Moraes.
Já negociações sobre a regulação econômica das redes sociais no Brasil e a exploração de terras raras, com parceria e transferência tecnológica no setor mineral, são temas com maior margem de manobra.
Os pleitos de Lula a Trump
Lula, por sua vez, tem dois pleitos claros a fazer a Trump: reduzir as tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros e retirar as sanções que alvejaram Moraes e outras autoridades brasileiras.
Após a conversa por telefone com Lula nesta segunda-feira (6/10), Trump postou em sua rede social que teve um “telefonema muito bom” com o brasileiro e que ambos terão discussões presenciais em um “futuro não muito distante”.










