Carla Bittencourt

Tarcísio Filho revela dificuldades com inglês em minissérie da Globo

O ator vive o cônsul Souza Ribeiro em Passaporte para Liberdade, minissérie da Globo

atualizado

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O Anjo de Hamburgo – Sony
1 de 1 O Anjo de Hamburgo – Sony - Foto: Globo/Divulgação

O ator Tarcísio Filho revelou, em entrevista, que teve dificuldades para falar em inglês na minissérie Passaporte para Liberdade, em exibição na Globo. O artista confessou que, mesmo dominando o idioma, não conseguiu a mesma destreza de suas atuações em português.

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Zumkle (Peter Ketnath) e João (Rodrigo Lombardi)
Souza Ribeiro (Tarcísio Filho)
Aracy (Sophie Charlotte)
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Souza Ribeiro (Tarcísio Filho)
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Aracy (Sophie Charlotte)

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“É muito diferente, porque eu falo bem inglês, mas tive grande dificuldade em remodelar a minha cabeça. A cabeça da gente funciona há muitos anos em português, e não adianta você apenas falar bem o idioma. O verbo é a nossa ferramenta. Então, apesar de você estar familiarizado com esta língua diferente, você não tem o mesmo domínio intuitivo do verbo que tem na sua língua mãe. E perceber isso, a dificuldade que isso acarretou, é muito interessante. Aprendi mais nesse trabalho do que em muitos outros, justamente porque ele me forçou a repensar o meu approach, a minha condição de artista. Foi muito maluco, uma redescoberta muito interessante para mim”, contou Tarcísio Filho.

Nos próximos capítulos de Passaporte para Liberdade, Aracy (Sophie Charlotte) e João (Rodrigo Lombardi) comparecem ao jantar da embaixada de Portugal para a recepção de Goebbles, o famoso ministro da propaganda de Hitler. Assim que chegam ao evento, os dois são abordados pelo ex-capitão Zumkle (Peter Ketnath), recentemente promovido a coronel, que não perde a oportunidade de provocar o cônsul-adjunto.

Incomodado após ser repreendido por João e com ciúmes, o nazista faz uma falsa denúncia sobre o brasileiro na tentativa de tirá-lo de cena. No consulado, João é surpreendido por agentes da Gestapo, que o levam para interrogá-lo. Ainda na ausência do cônsul-adjunto, uma bomba explode no prédio comandado por Souza Ribeiro (Tarcísio Filho), deixando o escritório em ruínas.

Veja a entrevista:

Conte um pouco sobre o seu personagem.
O Souza Ribeiro é o cônsul principal, está postado em Hamburgo na época em que transcorre a ação. O Guimarães chega em uma época em que o nazismo estava começando a aparecer, começando a colocar a cabeça para o lado de fora. Hamburgo não era a capital da Alemanha, mas era um centro comercial muito importante naquela época porque tem um porto importantíssimo. O cônsul Souza Ribeiro tem uma posição absolutamente pró-governista. Um burocrata de primeira mão.

Esse é o seu primeiro trabalho em inglês? Como foi a experiência?
Como ator, sim. É muito diferente, porque eu falo bem inglês, mas tive grande dificuldade em remodelar a minha cabeça. A cabeça da gente funciona há muitos anos em português, e não adianta você apenas falar bem o idioma. O verbo é a nossa ferramenta. Então, apesar de você estar familiarizado com esta língua diferente, você não tem o mesmo domínio intuitivo do verbo que tem na sua língua mãe. E perceber isso, a dificuldade que isso acarretou, é muito interessante. Aprendi mais nesse trabalho do que em muitos outros, justamente porque ele me forçou a repensar o meu approach, a minha condição de artista. Foi muito maluco, uma redescoberta muito interessante para mim.

Como foi dividir o set com Sophie e Rodrigo neste trabalho? Como era a troca de vocês em cena?
Eu já fiz uns três ou quatro trabalhos com o Rodrigo. Nunca tinha trabalhado com a Sophie, mas já nos conhecíamos, éramos amigos. Quando você coloca colegas para trabalharem juntos, tudo fica muito mais divertido, já se estabelece uma intimidade cênica. É muito gostoso.

E com Jayme Monjardim, como foi a parceria com o diretor?
Eu conheço o Jayme há muitos anos, já fizemos um monte de trabalhos legais juntos. Eu comecei com o Jayme e ele começou comigo, juntos na televisão. Fizemos ‘Sinhá Moça’, a época toda da Manchete, ‘Pantanal’, ‘Cananga do Japão’, ‘A Casa das Sete Mulheres’… sou amigo do Jayme há muitos anos. É um parceiro querido e um diretor muito talentoso. Ele já trabalhou com a minha família inteira. É muito legal, muito gostoso, sempre.

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