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Como identificar e tratar a escoliose idiopática em adolescentes

A doença não apresenta uma causa certa. Porém, se inicia na adolescência, com o famoso estirão do crescimento

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escoliose
1 de 1 escoliose - Foto: Getty Images

A escoliose é uma curvatura anormal da coluna vertebral para um dos lados do tronco. Para entender mais detalhes sobre a condição e possíveis opções de tratamento, convidei o médico Thiego Araújo, especialista em coluna do hospital Sírio-Libanês de Brasília, para esclarecer a patologia que afeta até 4% da população.

Segundo o especialista, a principal característica da escoliose é “a presença de uma curvatura no plano tridimensional do movimento (esquerda/direita, frente/costas e ao redor do próprio eixo pela rotação de uma vértebra) o que lhe confere a aparência de um C ou de um S.”

A doença não apresenta uma causa certa. Porém, se inicia na adolescência, com o famoso estirão do crescimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% dos casos das escolioses são idiopáticas, ou seja, ocorrem de modo espontâneo, sem razão aparente. Quadros mais graves da doença podem limitar a mobilidade da coluna e reduzir o espaço do tórax que abriga os órgãos dos sistemas respiratório e cardíaco, por exemplo.

A escoliose idiopática do adolescente é a forma mais comum de escoliose, e pode ser vista em 2 a 4% das pessoas com idade entre 10 e 16 anos. Meninas são mais afetadas que meninos.

Sinais da patologia

Além do desvio lateral do eixo da coluna, a escoliose pode deixar no corpo do portador alguns sinais típicos da doença.

São eles: ombros e quadris assimétricos e desnivelados (um lado é mais proeminente do que o outro), cintura e caixa torácica desviadas para um dos lados do corpo, mamilos assimétricos e costelas e escápulas salientes num dos lados do tórax.

Diagnóstico

Especificamente no que se refere à escoliose, o teste de Adams (a flexão do tronco para frente e para baixo deixa visível a curvatura e a giba) tem-se mostrado bastante útil para a triagem e o diagnóstico precoce da escoliose idiopática do adolescente (EIA).

Realizado em poucos minutos, o exame permite identificar desvios anormais no alinhamento da coluna e assimetrias no tronco ligados à rotação vertebral e à presença da gibosidade. Ao usar um escoliômetro, que pode ser baixado em qualquer celular; ou ao fazer o teste de Adams, com um resultado acima de 5º, deve-se procurar um especialista para uma avaliação mais detalhada.

O diagnóstico definitivo e a quantificação da gravidade da escoliose, é realizado pela radiografia panorâmica de coluna total.

Há casos sugestivos de deformidades em que se torna necessário recorrer à tomografia computadorizada e à ressonância magnética para a complementação da investigação da causa da escoliose.

Tratamento

A probabilidade de progressão é maior na puberdade. Curvas moderadas (20 a 40 graus), em geral, tem tratamento mais conservador. O mais importante é o uso do colete, que impede a progressão da curva. Técnicas de fisioterapia, exercícios de alongamento e fortalecimento também são importantes. Palmilhas podem ser úteis caso o paciente tenha discrepância de tamanho das pernas.

O tratamento conservador não exclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares para alívio da dor.

O tratamento cirúrgico é determinado para os casos com deformidades maiores,  curvaturas graves (maior de 40 graus) ou seguidas de dor, compressão neurológica, ou em casos que evoluíram com piora mesmo com o tratamento não cirúrgico.

Muitas vezes, são os pais ou familiares que percebem o aparecimento da doença. Em outras, o paciente sente dor, desconforto ou até vergonha de própria aparência. “A escoliose e o tratamento dessa condição frequentemente interferem na autoimagem e na autoestima de um adolescente. Buscar ajuda profissional o quanto antes é essencial”, finaliza o médico.

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