Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Vorcaro preso: PF apreende obras de arte, carros de luxo e R$ 1,6 milhão em espécie

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo

18/11/2025 10:17
Compartilhar notícia
Divulgação/PF
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor

A Polícia Federal (PF) detalhou, nesta terça-feira (18/11), os primeiros resultados da Operação Compliance Zero, que levou à prisão do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e resultou em uma das maiores apreensões financeiras já registradas em ações recentes contra crimes do sistema financeiro.

Até o momento, sete pessoas foram presas, quatro em caráter preventivo e duas temporariamente.

Os alvos são suspeitos de participação na fabricação e circulação de títulos de crédito falsos, usados para inflar artificialmente o patrimônio de instituições financeiras e movimentar ativos sem lastro real.

Bloqueio bilionário

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo.

Além das prisões, a operação apreendeu:

  • Carros de luxo
  • Obras de arte
  • Relógios de alto padrão
  • R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo
Vorcaro preso: PF apreende obras de arte, carros de luxo e R$ 1,6 milhão em espécie - destaque galeria
6 imagens
Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
PF cumpre mandados de busca e apreensão no BRB
1 de 6

PF cumpre mandados de busca e apreensão no BRB

Michael Melo/Metrópoles
Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
2 de 6

Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação

Michael Melo/Metrópoles
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor
3 de 6

A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor

Divulgação/PF
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais
4 de 6

Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais

Divulgação/PF
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance
5 de 6

A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados após Operação Compliance

Divulgação/PF
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
6 de 6

A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional, entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas

Michael Melo/Metrópoles

Os objetos foram recolhidos durante buscas em endereços residenciais e comerciais, em uma ação coordenada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

Esquema financeiro

Segundo as investigações, o grupo ligado a Vorcaro teria criado carteiras de crédito artificiais e vendido esses títulos a outras instituições financeiras como se fossem ativos reais.

Quando o Banco Central detectou irregularidades, os papéis foram substituídos por outros ativos igualmente duvidosos, numa tentativa de esconder a fraude.