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Mirelle Pinheiro

Voo para Miami tem pane duas vezes e faz pouso forçado em Brasília.

Família de Goiânia desistiu de viajar após aeronave apresentar pane por dois dias seguidos

27/02/2026 19:34, atualizado 27/02/2026 20:32
Divulgação
Voo para Miami tem pane duas vezes e faz pouso forçado em Brasília

Uma viagem em família, planejada havia meses, terminou em cansaço, desespero e ameaça de processo judicial na última semana. Na quinta-feira (26/2), uma aeronave da American Airlines, que partiu de São Paulo (SP) com destino a Miami, nos Estados Unidos, precisou realizar um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Brasília.

A passageira que procurou a coluna e preferiu não se identificar contou que o mesmo avião já havia apresentado falha mecânica no dia anterior e, ainda assim, voltou a operar normalmente na noite seguinte. Segundo ela, os passageiros ficaram horas dentro da aeronave, enfrentaram dois episódios de pane em menos de 24 horas e foram recebidos na pista de pouso pelo Corpo de Bombeiros.

O sonho que virou estresse

No dia 25 de fevereiro, a passageira e a família do namorado, um grupo de cinco pessoas, saíram de Goiânia para fazer uma conexão em São Paulo e embarcar para Miami naquela noite. Por volta das 22h30, a aeronave chegou a taxiar na pista. Contudo, não decolou.

“Minutos depois, o piloto informou que havia falhas mecânicas e que o avião retornaria ao hangar para avaliação. Ficamos cerca de quatro horas na aeronave. Pediam apenas para que ficássemos sentados, com os cintos afivelados. Não havia previsão de solução”, contou a passageira.

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Por volta das 4h da manhã, a resposta finalmente foi dada, mas não era boa: o comandante anunciou que o problema não havia sido resolvido e que o voo seria cancelado.

A passageira conta que a companhia ofereceu hotel, transporte e alimentação e que o voo foi remarcado para a noite do dia 26.

Pane pela segunda vez

A família, ansiosa, chegou ao aeroporto no horário previsto. Entretanto, o embarque atrasou cerca de duas horas. Inicialmente, segundo passageiros, foi informado que a tripulação estava retida no trânsito. Depois, a justificativa teria sido falta de funcionários em decorrência de suposta paralisação.

“A gente decolou por volta de 1h30, mas quando estávamos na região do Tocantins, o comandante anunciou que a aeronave não tinha condições de seguir até Miami e que seria necessário um pouso de emergência em Brasília”, lembrou.

Na versão da passageira, o piloto teria informado, ainda, que equipes de bombeiros, ambulâncias e polícia aguardavam a chegada da aeronave, alegando ser um procedimento padrão em situações emergenciais.

A passageira registrou o momento em que a aeronave pousou no Aeroporto de Brasília. Apesar da visão embaçada, a quantidade de sirenes denunciou que as equipes de socorro realmente estavam na pista.

“Quando a gente pousou, eles pediram para continuarmos sentados e informaram que a gente não poderia desembarcar, porque os bombeiros avaliaram a situação e não autorizaram o desembarque. Muita gente começou a ter crises de ansiedade, as crianças começaram a chorar, e a gente notou que até os comissários estavam passando mal.”

Pelo segundo dia consecutivo, os passageiros teriam permanecido mais quatro horas dentro da aeronave parada. O desembarque ocorreu na pista, longe do portão de embarque, após a saída das viaturas de emergência.

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Na versão da passageira, o piloto teria informado, ainda, que equipes de bombeiros, ambulâncias e polícia aguardavam a chegada da aeronave
Pelo segundo dia consecutivo, os passageiros teriam permanecido mais quatro horas dentro da aeronave parada
Cansada, a família ouvida pela reportagem decidiu aproveitar que estava perto de casa e retornou para Goiânia
A passageira que procurou a coluna e preferiu não se identificar contou que o mesmo avião já havia apresentado falha mecânica no dia anterior
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A passageira que procurou a coluna e preferiu não se identificar contou que o mesmo avião já havia apresentado falha mecânica no dia anterior

Material cedido ao Metrópoles
Na versão da passageira, o piloto teria informado, ainda, que equipes de bombeiros, ambulâncias e polícia aguardavam a chegada da aeronave
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Na versão da passageira, o piloto teria informado, ainda, que equipes de bombeiros, ambulâncias e polícia aguardavam a chegada da aeronave

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Pelo segundo dia consecutivo, os passageiros teriam permanecido mais quatro horas dentro da aeronave parada
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Pelo segundo dia consecutivo, os passageiros teriam permanecido mais quatro horas dentro da aeronave parada

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Cansada, a família ouvida pela reportagem decidiu aproveitar que estava perto de casa e retornou para Goiânia
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Cansada, a família ouvida pela reportagem decidiu aproveitar que estava perto de casa e retornou para Goiânia

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“A gente ouviu a tripulação falando que era a mesma aeronave do dia anterior, que o avião não estava em condições de voar. Colocaram passageiros e tripulação em risco duas vezes”, disse.

Mais uma vez, os passageiros foram orientados a procurar hotéis e aguardar até que o voo fosse remarcado. Contudo, cansada, a família ouvida pela reportagem decidiu aproveitar que estava perto de casa e retornou para Goiânia.

Até o momento, segundo eles, não houve esclarecimento formal sobre o que motivou as falhas técnicas nem envio da chamada declaração de contingência solicitada. Os passageiros articulam, agora, um processo coletivo contra a companhia, alegando risco à vida, danos morais e materiais.

A reportagem procurou a American Airlines, para verificar o posicionamento da companhia aérea, mas não houve resposta até a mais recente atualização desta matéria. O espaço segue aberto.

Já a Inframerica informou que “a aeronave pousou em Brasília com segurança.”

”Todos os protocolos do aeroporto foram seguidos para dar apoio total à companhia aérea.”