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Mirelle Pinheiro

Vereador é cassado por compras de votos e abuso de poder

A Justiça Eleitoral também determinou a inelegibilidade do político por oito anos, a contar da eleição de 2024, e multa de R$ 53 mil

atualizado

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1 de 1 Vereador afastado - Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça Eleitoral determinou  a cassação do diploma do vereador de Sapiranga, município do Rio Grande do Sul (RS), Marconi Eber (PL), reeleito nas eleições municipais de 2024, por abuso de poder econômico e compra de votos.

A decisão da Justiça Eleitoral, publicada na segunda-feira (21/7), também determinou a inelegibilidade do vereador por oito anos, a contar da eleição de 2024, e declarou nulos os votos recebidos pelo parlamentar, devendo ser realizado o recálculo dos quocientes eleitoral e partidário, com a devida retotalização.

A cassação ocorreu após solicitação do Ministério Público Eleitoral em ação de investigação judicial eleitoral (AIJE).

A sentença reconheceu a prática de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, com base em um conjunto de provas reunidas pelo Ministério Público. Entre as irregularidades apuradas estão o transporte ilegal de eleitores no dia da eleição, pagamentos para participação em carreata na véspera do pleito e realização de pagamentos não declarados a eleitores.

Também foi imposta multa de R$ 53,2 mil ao vereador, diante de sua conduta ilícita e flagrantemente dolosa.

A promotora de Justiça Priscilla Ramineli Leite Pereira, na época titular da Promotoria de Sapiranga, que ajuizou a AIJE, ressalta: “a decisão representa um marco importante na defesa da integridade do processo eleitoral. A Justiça reconheceu que o uso indevido de recursos e a tentativa de manipulação do voto não podem ser tolerados em um Estado Democrático de Direito”.

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Pronunciamento

Por meio das redes sociais, Eber se pronunciou sobre a decisão.

“Estar no PL é saber que a verdade sempre enfrenta resistência. Com indignação, mas sem surpresa, recebo a notícia de mais uma tentativa de desgaste político desta vez, por conta de um suposto erro burocrático envolvendo um Pix de R$ 50 fora da prestação de contas. Uma quantia simbólica usada para tentar manchar um trabalho sério, transparente e construído com suor ao lado da comunidade sapiranguense”, iniciou.

Ele declarou que não é de hoje que os “valores conservadores e cristãos que defende, junto com o Partido Liberal, enfrentam perseguições veladas ou explícitas. Estar no PL é estar em constante resistência. É saber que o simples fato de se manter íntegro, em meio ao caos da política, incomoda quem prefere a velha política de favores e interesses escusos”, avaliou.

Eber disse que sua história não se resume a uma transferência mal interpretada e que vai recorrer da decisão. “Não por medo, mas por respeito à verdade e à confiança que recebi nas urnas e ainda recebo constantemente das pessoas nas ruas, nos bairros, nas igrejas e em cada canto de Sapiranga. Quem me conhece sabe: sigo firme com os pés no chão, a cabeça erguida e o coração limpo”, declarou.

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