Mirelle Pinheiro

Tribunal do crime: Justiça manda internar menor que ordenou pauladas

Com apenas 16 anos, o adolescente é considerado de alta periculosidade e apontado como liderança de uma facção criminosa

atualizado

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Dvulgação/PCMT
Polícia civil MT
1 de 1 Polícia civil MT - Foto: Dvulgação/PCMT

A Justiça do Mato Grosso determinou a internação provisória por 45 dias de um adolescente de 16 anos. O menor é apontado como um dos líderes de uma facção criminosa, envolvido em casos de tortura, tráfico de drogas e associação criminosa.

Segundo a Polícia Civil do estado do Mato Grosso (PCMT), a medida foi motivada pela alta periculosidade do menor, conforme representação feita pela Polícia Civil, e acolhida pelo Ministério Público e pela Justiça.

De acordo com a investigação, o adolescente coordenou a ação que resultou na tortura de um morador local, agredido com ripas de madeira e fios elétricos, após ser amarrado e submetido a espancamento por aproximadamente uma hora. A motivação teria sido uma dívida de R$ 350 relacionada ao tráfico de entorpecentes.

O grupo criminoso também teria realizado uma videochamada com a liderança da facção, durante a execução do chamado “salve” — forma de punição interna aplicada por organizações criminosas.

No local das agressões foram apreendidos entorpecentes, dinheiro, celulares, uma máquina de cartão e objetos usados na sessão de espancamento.

O adolescente havia sido apreendido na última quarta-feira (23), durante ação policial e foi conduzido nesse sábado (26/7) ao Sistema Socioeducativo.

A Justiça considerou ainda o histórico de reincidência do adolescente, que já responde por outros atos infracionais graves, incluindo tráfico de drogas, ameaça e resistência.

Com a nova decisão, o adolescente foi transferido para o Centro de Atendimento Socioeducativo de Barra do Garças. A Justiça entendeu que a medida foi necessária para garantir a ordem pública, interromper o vínculo com o crime organizado e proteger a integridade do próprio menor.

Outros envolvidos na ação permanecem respondendo criminalmente pelos crimes de tortura, sequestro, tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores. O caso continua sob apuração da Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Xingu.

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