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Mirelle Pinheiro

Tráfico e fuga no Paraguai: polícia prende líderes do PCC em SP

Dois integrantes da facção paulista foram presos durante operação deflagrada pela Polícia Civil de São Paulo na manhã desta terça (23/6)

23/06/2026 09:02, atualizado 23/06/2026 09:06
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Material cedido à coluna
Tráfico e fuga no Paraguai: polícia prende líderes do PCC em SP

Na manhã desta terça-feira (23/6), a Polícia Civil de São Paulo prendeu dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) durante uma operação contra um núcleo ligado à facção criminosa, vinculado à chamada “Sintonia Final da Leste”.

A ação contou com 28 equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), mobilizadas para cumprir, simultaneamente, 21 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária em Atibaia, Itanhaém e na Zona Leste da capital paulista.

Os alvos dos mandados de prisão temporária ocupam posições de destaque na estrutura da organização criminosa. A coluna apurou que os faccionados investigados são Cícero Marcos Silva de Souza, conhecido como “Caveira”; Gladson Loschiavo de Campos, o “Glay”; e um terceiro integrante que, por ainda estar foragido, terá o nome preservado.

Até a última atualização desta matéria, os investigadores já haviam prendido Caveira e Glay.

O papel dos criminosos

Caveira é apontado como um operador de elevada relevância dentro da facção, com atuação na logística de drogas e armas, em comunicações dissimuladas, na movimentação de objetos e na articulação com outros integrantes da organização.

O criminoso possui antecedentes por crimes patrimoniais, tráfico de drogas e associação para o tráfico, incluindo condenações.

Em maio de 2019, ele foi alvo de uma operação policial após ser identificado entre brasileiros que transportavam duas toneladas de maconha, além de armas e granadas, no Paraguai.

Já em 19 de janeiro de 2020, o nome de Caveira apareceu em uma lista divulgada após uma fuga em massa da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, que envolveu dezenas de integrantes ligados ao PCC. À época, fontes paraguaias e brasileiras o apontaram entre os fugitivos e indicaram que ele teria exercido papel de destaque na evasão.

Segundo a Polícia Civil, o segundo preso, Glay, atuava como articulador operacional entre a Zona Leste da capital paulista e a Baixada Santista.

Ele estaria ligado à logística de drogas e armas e à coordenação de encontros presenciais com outros integrantes do núcleo investigado. Seus registros policiais incluem antecedentes por roubo e tráfico de drogas.

Estrutura criminosa

Ao longo da investigação, os policiais identificaram uma estrutura criminosa complexa, composta por lideranças, operadores, núcleo logístico, retaguarda operacional e um possível braço financeiro.

As provas reunidas incluem informações de inteligência, campanas, monitoramentos, registros fotográficos, identificação de veículos, endereços e encontros presenciais.

As buscas têm como objetivo localizar aparelhos celulares, computadores, mídias digitais, chips telefônicos, documentos, registros empresariais, anotações e outros elementos capazes de esclarecer a extensão da organização criminosa, identificar novos integrantes e aprofundar as apurações sobre os núcleos logístico, familiar-operacional e financeiro.