
Mirelle PinheiroColunas

Suspeito de matar e torturar jovens de MG é morto em ação da polícia
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que as vítimas foram mantidas em cárcere privado antes de serem mortas
atualizado
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Um homem apontado como suspeito pela morte de quatro jovens mineiros em Santa Catarina morreu na manhã desta sexta-feira (16/1) durante uma operação policial em Navegantes, no Litoral Norte do estado.
Ele era considerado foragido da Justiça e, segundo a Polícia Civil, reagiu à abordagem com uma arma de fogo.
A ação foi realizada por equipes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), no contexto das apurações sobre o desaparecimento e assassinato das vítimas, cujos corpos foram encontrados no início de janeiro em Biguaçu, na Grande Florianópolis.
O suspeito, de 30 anos, tinha dois mandados de prisão em aberto e era investigado por envolvimento direto no sequestro, tortura e execução dos jovens.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que as vítimas foram mantidas em cárcere privado antes de serem mortas.
O local onde elas teriam sido mantidas ficava no Morro da Boa Vista, em São José. A dinâmica do crime aponta para atuação organizada e extrema violência.
O homem morto nesta sexta-feira possuía uma longa ficha criminal. Natural da Grande Florianópolis, ele já havia sido condenado anteriormente por homicídio e tráfico de drogas, tendo passado cerca de uma década no sistema prisional.
Além do caso envolvendo os jovens mineiros, ele também era investigado por outros episódios de sequestro e assassinato na região.
Desaparecimento
O caso começou a ser investigado após o desaparecimento de quatro jovens naturais de Minas Gerais, que perderam contato com familiares e amigos no fim de dezembro.
Dias depois, os corpos foram localizados em uma área afastada de Biguaçu, com sinais de violência e em estado avançado de decomposição.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros envolvidos no crime.
Segundo os investigadores, há indícios de participação de mais pessoas, e novas diligências estão em andamento para esclarecer completamente as circunstâncias das mortes e a motivação do crime.
