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Mirelle Pinheiro

“Setor de captura”: grupo simulava tratamento médico para sequestrar pessoas. Veja vídeo

O grupo atuava oferecendo serviços ilegais de remoção de pessoas, supostamente para internação em clínicas de reabilitação

Repórter de Mirelle Pinheiro07/01/2026 06:39, atualizado 07/01/2026 07:39
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PCERJ/Divulgação
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Uma ação rápida da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, resultou no resgate de um homem sequestrado e na prisão de seis pessoas nessa terça-feira (6/1), em Piabetá, distrito de Magé, na Baixada Fluminense.

A vítima foi abordada de forma violenta por três homens nas proximidades do viaduto do Parque Estrela. Segundo a investigação, ele foi colocado à força dentro de um carro preto e levado contra a própria vontade.

A comunicação do crime chegou à 66ª Delegacia de Polícia (Piabetá) por volta das 11h. Diante da gravidade da denúncia, os policiais iniciaram imediatamente diligências, incluindo análise de imagens de câmeras públicas e privadas, o que permitiu rastrear o trajeto do veículo e localizar a vítima ainda em cativeiro.

O homem foi resgatado em segurança antes que fosse levado para fora do município ou submetido a qualquer procedimento forçado.

“Internação”

No decorrer da apuração, os investigadores descobriram que os presos integravam uma quadrilha que se autodenominava “setor de captura”.

O grupo atuava oferecendo serviços ilegais de remoção de pessoas, supostamente para internação em clínicas de reabilitação.

Segundo a Polícia Civil, a ação foi encomendada por familiares da vítima, entre eles, a ex-mulher, sob o argumento de promover internação compulsória por dependência química.

No entanto, não havia ordem judicial, laudo médico circunstanciado nem qualquer respaldo legal para a privação de liberdade.

A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina da vítima em via pública, aguardaram um momento de vulnerabilidade e realizaram a abordagem de forma violenta, caracterizando sequestro.

Crimes

Os envolvidos foram presos em flagrante e responderão, em tese, por sequestro com finalidade de internação irregular, associação criminosa e violação da Lei da Reforma Psiquiátrica, que estabelece regras rígidas para internações involuntárias e compulsórias.

A legislação prevê que esse tipo de internação só pode ocorrer mediante critérios médicos específicos e, em determinados casos, autorização judicial.