Servidor federal é exposto por falas sobre extermínio de adversários
Marcelo Binenbojm, analista de infraestrutura no MIDR, afirmou que judeus são superiores e que "a limpeza começou"

Um servidor público federal foi exposto nas redes sociais por meio do perfil de um bar localizado no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro (RJ), após fazer comentários de ódio em uma publicação. Marcelo Binenbojm (foto em destaque) é lotado no cargo de analista de infraestrutura, no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
A publicação do bar expõe capturas de tela que mostram comentários feitos pelo servidor público em uma discussão sobre o conflito histórico entre judeus e palestinos.
Em sua declaração, Binenbojm escreveu: “Vcs antissemitas estão tentando nos exterminar há milênios. E sempre falharam miseravelmente. Nós vamos exterminar quem quer que continue tentando, como estamos fazendo desde 1948. E não adianta se esconder como um rato (sic).”
Binenbojm afirmou, no mesmo texto, que “a limpeza começou”. “Nós vamos caçar nazistas e exterminar um a um. Operação Finale, Operação Cólera de Deus, Operaçao Leao Rugidor, etc. Aliás, essa última foi a operação em que enviamos o aiatola Khamenei, do Irã, diretamente pra encontrar Alá no inferno, com 72 capetas virgens para abusar dele pela eternidade. E vamos continuar até enviar todos os antissemitas para lá. Não tem como nos parar. A limpeza começou (sic).”
Rebatendo o comentário feito pelo servidor, o administrador por trás da página da empresa escreveu que “há milênios os judeus devem aos iranianos sua liberdade” e diz achar interessante como Binenbojm “fala abertamente em limpeza étnica”.
Em resposta ao comentário, o servidor nega ter falado em eliminação de grupo étnico. “Quem falou em limpeza étnica? Vc é alfabetizado? Eu falei apenas limpeza. A parte étnica é por sua conta. Israel tá cagando pra etnia. A limpeza é contra os antissemitas que querem exterminar Israel e os judeus do mapa (sic).”
“Lugar de terrorista antissemita é em mais de cinco lugares no espaço ao mesmo tempo. Cada parte do corpo ocupando um espaço separado 30 metros de distância um do outro. Quem vai deixar de existir é quem tentar atacar Israel. Acho que isso já ficou muito claro. Somos superiores. É impossível acabar com o povo judeu”, finalizou.
Na publicação onde expõe o servidor, a página do bar escreveu: “Extra Extra! Funcionário do Governo Federal ameaça de esquartejamento quem repudia o genocídio na Palestina e afirma abertamente que os judeus são de raça superior.”
Na legenda da publicação, o administrador destacou que as declarações do homem são incompatíveis com o serviço público e cobra exoneração.
Nos comentários, internautas marcaram o Ministério Público e o MIDR, cobrando posicionamento oficial sobre a situação.
A coluna procurou o MIDR para comentar o caso, mas nenhum retorno foi dado até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.
Aneinfra se manifesta
Em nota oficial publicada nessa terça-feira (23/2), a Associação Nacional dos Analistas e Especialistas em Infraestrutura (Aneinfra) informou que o conselho de Ética aprecia “manifestações recentemente atribuídas a um de seus diretores”.
“A Associação mantém seu compromisso com a defesa técnica e institucional das Políticas de Infraestrutura, preservando sua atuação apartidária, plural e pautada pelo diálogo, pelo respeito e pela observância de seus princípios estatutários.”
Também foi informado que Binenbojm apresentou carta de renúncia ao cargo de diretor que ocupava na Aneinfra.










