PCDF prende homem de 22 anos em operação nacional contra pedofilia
Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do investigado

Um homem de 22 anos foi preso em Arniqueiras, no Distrito Federal, durante uma operação nacional que mira suspeitos de armazenar e compartilhar imagens de abuso sexual infantil pela internet. A ação ocorreu na manhã desta quarta-feira (24/6) e faz parte da Operação Pharos III, que mobilizou policiais em diversos estados do país.
Além da prisão preventiva, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência do investigado. Computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos foram recolhidos e serão submetidos à perícia para aprofundar as investigações. A operação foi conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Paraná e contou com a participação das polícias civis do Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará e Pernambuco. Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão contra suspeitos identificados ao longo da investigação.
Segundo os investigadores, o trabalho teve início após a análise de dados extraídos de um celular apreendido durante a primeira fase da operação.
O material permitiu identificar uma rede de usuários que, supostamente, trocava arquivos contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes por meio do aplicativo Telegram.
As apurações apontam que a plataforma colaborou com as autoridades e forneceu informações que ajudaram a identificar os investigados em diferentes estados brasileiros.
A investigação também contou com apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado ao Ministério da Justiça, além da colaboração da Homeland Security Investigations (HSI), agência de segurança dos Estados Unidos.
De acordo com a Polícia Civil, as medidas desta quarta-feira buscam interromper a circulação desse tipo de material, identificar possíveis vítimas e reunir novas provas sobre a atuação dos investigados.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil, previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Somadas, as penas podem chegar a 10 anos de prisão.




