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Mirelle Pinheiro

PCERJ prende chefes da cobrança e "puxadores de guerra" da milícia. Veja vídeo

A dupla era responsável tanto pela arrecadação de taxas extorsivas cobradas de moradores e pela coordenação de ações armadas

24/06/2026 08:17
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Material cedido ao Metrópoles
PCERJ prende chefes da cobrança e "puxadores de guerra" da milícia

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou (PCERJ), nesta quarta-feira (24/6), uma operação contra dois dos principais operadores da narcomilícia que atua em Rio das Pedras, Catiri e Catonho, na Zona Oeste da capital.

Segundo as investigações, a dupla exercia funções estratégicas na organização criminosa, sendo responsável tanto pela arrecadação de taxas extorsivas cobradas de moradores e comerciantes quanto pela coordenação de ações armadas para expansão territorial do grupo.

Um dos alvos, identificado como Rodrigo Marques Carbone, foi localizado e preso em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, onde estava escondido.

O outro investigado, Luick Ferreira Cabral Pequeno, já se encontra preso desde abril deste ano, quando foi capturado em Niterói durante uma ação ligada à disputa territorial entre facções criminosas.

De acordo com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), os dois ocupavam posições de destaque dentro da estrutura da narcomilícia.

Além de atuarem como responsáveis pela cobrança sistemática de valores de moradores, comerciantes, prestadores de serviço e empreendimentos imobiliários, eles também exerciam a função conhecida no meio criminoso como “puxadores de guerra”, encarregados de organizar confrontos armados, invasões e a defesa dos territórios dominados pela organização.

As investigações apontam ainda que o grupo mantém uma aliança com integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo a polícia, a parceria tem como objetivo ampliar o poder de fogo da organização e permitir o avanço sobre áreas controladas pelo Comando Vermelho (CV).

No caso de Luick, os investigadores afirmam que ele foi preso em abril na comunidade Santo Cristo, no Fonseca, em Niterói, portando uma arma de fogo e uma granada.

Na ocasião, ele estaria acompanhado de criminosos ligados ao TCP oriundos da Vila do João, no Complexo da Maré, durante uma ação voltada à tomada de território rival.

A investigação teve início em setembro de 2025, após uma operação da Draco na Estrada do Cafundá, na Taquara. Naquela ação, policiais apreenderam dinheiro em espécie, celulares, uma pistola calibre 9 milímetros e um veículo clonado que havia sido roubado. A análise dos materiais recolhidos permitiu aos investigadores mapear parte da cadeia de comando da organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas ao longo da investigação incluem análises telemáticas, interceptações e diligências de inteligência que revelaram conversas sobre cobranças diárias, divisão territorial, movimentação de equipes e articulação entre operadores financeiros e integrantes do braço armado da organização.