Mirelle Pinheiro

Servidor do TRE vira “Mister M” em fraude de concursos; saiba quem é

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram que o servidor atuava em uma posição sensível dentro da logística das provas

atualizado

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Servidor do TRE vira “Mister M” em fraude de concursos; saiba quem é
1 de 1 Servidor do TRE vira “Mister M” em fraude de concursos; saiba quem é - Foto: Arte/Metrópoles

Um servidor do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba é investigado pela Polícia Federal (PF) em um esquema de fraude de concursos. Segundo as investigações, Waldir Luiz de Araújo Gomes era conhecido como “Mister M”.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal identificaram que o investigado atuava em uma posição sensível dentro da logística das provas. Como coordenador de aplicação, tinha acesso direto aos malotes e, segundo a investigação, quebrava o sigilo antes da realização dos exames.

A partir daí, o conteúdo era repassado ao grupo, que operava a distribuição de respostas para candidatos pagantes.

O nome de “Mister M” surgiu em mensagens interceptadas com autorização judicial. Foi a partir dessas conversas que os investigadores conseguiram ligar o codinome ao servidor.

Ele foi alvo de busca e apreensão, mas não chegou a ser preso.

A ação faz parte de uma operação que tenta desmontar uma rede que atuava em vários estados e que, segundo a PF, transformou concursos públicos em um mercado clandestino de venda de vagas.

A estrutura era organizada. Havia quem acessasse provas, quem montasse a comunicação com candidatos e quem cuidasse da parte financeira.

Entre os presos estão investigados reincidentes nesse tipo de crime, como um homem já flagrado em fraude anos atrás e que, mesmo após ser detido, voltou a atuar no esquema.

Outro alvo aparece nas conversas recebendo imagens de provas e participando do repasse de gabaritos em tempo real.

As investigações também alcançaram o delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier do Nascimento, suspeito de pressionar integrantes do grupo em busca de vantagens para terceiros.

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava há anos e cobrava valores altos por aprovações, com pagamentos que iam de dinheiro a bens.

Para driblar a fiscalização, o grupo usava tecnologia, comunicação simultânea durante as provas e até substituição de candidatos.

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