Mirelle Pinheiro

Quadrilha tinha “roteiristas” para aplicar golpe de advogado, diz PCDF. Veja vídeo

A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (19/3) e cumpriu 45 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão

atualizado

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PCDF/Divulgação
Operação da PCDF que investiga acesso ilegal de dados
1 de 1 Operação da PCDF que investiga acesso ilegal de dados - Foto: PCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descobriu que a quadrilha alvo da Operação Falso Advogado utilizava roteiros detalhados para enganar vítimas em todo o país. A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (19/3) e cumpriu 45 mandados judiciais, sendo 20 de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, principalmente em São Paulo. Até o momento, 14 pessoas foram presas.

Segundo as investigações, havia um núcleo especializado apenas em elaborar discursos e estratégias de abordagem, que seriam verdadeiros “roteiristas” do golpe, responsáveis por criar histórias convincentes para induzir as vítimas a fazer transferências bancárias.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo acessava ilegalmente sistemas judiciais por meio de credenciais de advogados.

Com os dados dos processos e das partes, os criminosos entravam em contato com as vítimas, geralmente por WhatsApp ou telefone.

A partir daí, entravam em ação os roteiros. Os suspeitos simulavam atendimento jurídico e cobravam supostas taxas para liberação de valores judiciais, usando linguagem técnica e informações reais para dar credibilidade ao golpe.

Segundo as investigações, havia, ainda, integrantes responsáveis por invadir sistemas, outros pelo primeiro contato com as vítimas e um núcleo financeiro dedicado à lavagem do dinheiro.

Além disso, o grupo contava com fornecedores de chips telefônicos e contas bancárias usadas nas fraudes.

Segundo a investigação, a quadrilha atuava em diversos estados. A Justiça também determinou bloqueio de bens e contas para tentar interromper o fluxo financeiro do grupo.

Os investigados podem responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a 26 anos de prisão.

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