
Mirelle PinheiroColunas

“Sempre tive letra bonita”: Débora do Batom explica frase na estátua
Na entrevista, afirmou que a decisão ocorreu no momento, em meio à movimentação no local, e que se arrependeu logo depois
atualizado
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A cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, afirmou que não iniciou sozinha a pichação em uma estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Em entrevista à Revista Oeste, publicada na terça-feira (14/4), ela disse que um homem começou a escrever a frase, mas pediu ajuda ao alegar que tinha “letra feia”. “Ele disse que a letra dele era feia e me pediu para continuar. A minha irmã sempre disse que eu tenho a letra bonita”, afirmou.
Segundo o relato, o homem teria perguntado se alguém tinha batom, retornado com o objeto e iniciado a escrita. Em seguida, teria solicitado que Débora completasse a frase. Ela diz que foi ajudada a subir na estrutura para terminar a inscrição.
Débora ficou conhecida após escrever “Perdeu, mané” na estátua durante os atos. Na entrevista, afirmou que a decisão ocorreu no momento, em meio à movimentação no local, e que se arrependeu logo depois.
“Veio aquele sentimento de que não devia ter feito aquilo”, disse.
Prisão e pena
Natural de Irecê (BA), Débora vivia em Paulínia (SP) e trabalhava como cabeleireira. Ela foi presa em março de 2023.
Condenada a 14 anos de prisão, responde por crimes como deterioração de patrimônio tombado, dano qualificado, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa armada.
Em setembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que ela passasse a cumprir a pena em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Relato sobre a prisão
Na entrevista, Débora também descreveu as condições do período em que esteve presa. Segundo ela, houve situações que classificou como precárias e constrangedoras.
Ela afirmou que foi detida em casa, na presença dos filhos, e relatou dificuldades enfrentadas durante o período em uma unidade prisional.
As declarações foram dadas pela primeira vez após a condenação.
