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Mirelle Pinheiro

Sem Refino: defesa de Castro diz que imóvel alvo da PF não é dele

Ação desta sexta-feira (14/8) investiga fraudes em licenças ambientais e esquema de lavagem de dinheiro ligado à Refit

14/08/2026 11:13, atualizado 14/08/2026 11:25
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Sem Refino: defesa de Castro diz que imóvel alvo da PF não é dele

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (foto em destaque), do Partido Liberal, representada pelo advogado Carlo Luchione, afirmou que desconhece a informação de que seu cliente tenha sido alvo da segunda fase da Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (14/8).

Segundo o advogado, não houve busca em nenhum endereço vinculado ao ex-governador. “Quanto à casa de Petrópolis, o imóvel era alugado e o contrato de locação foi encerrado há meses, tão logo ele saiu do governo”, disse em nota.

Policiais federais estão em um endereço de Petrópolis (RJ) ligado a Cláudio Castro. Por isso, o ex-governador é considerado alvo na nova fase da operação.

Metrópoles apurou que Castro teria contribuído para a manutenção do esquema ligado à refit e utilizado mecanismos de ocultação e lavagem patrimonial.

Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta fase. Além do ex-governador, os outros alvos são:

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  • Bernardo Rossi: ex-Secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade;
  • Antonio Carlos Santos (Pipo): advogado, ex-assessor parlamentar e servidor do TCE/RJ;
  • Luiz Fernando Gomes: sócio da Enge Prat Engenharia;
  • José Mauro Junior: ex-Secretário de Estado de Transformação Digital, ex-agente da PF e advogado;
  • Mauricio Leite: sócio da 7 Pilares Assessoria;
  • Ana Carolina Miranda: sócia da 7 Pilares Assessoria e esposa de Mauricio Leite.

Operação Sem Refino

A segunda fase da Operação Sem Refino investiga fraudes na concessão de licenças ambientais para a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.

As suspeitas envolvem gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.

Durante a primeira fase da ação policial, deflagrada em 15 de maio deste ano, foram alvo o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, e o ex-governador Cláudio Castro (PL).

Na ocasião, foram apreendidos um arsenal de armas e cerca de R$ 1,1 milhão em euros e dólares.

O nome de Guaraci Vianna já havia surgido anteriormente nas investigações. Em março deste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do desembargador após suspeitas de decisões consideradas excessivamente favoráveis ao grupo Refit.

Segundo os investigadores, as decisões judiciais beneficiavam diretamente a Refinaria de Manguinhos em disputas envolvendo o funcionamento da empresa e cobranças tributárias bilionárias.

O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões.

À época, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas e incluiu o nome de Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol.