
Mirelle PinheiroColunas

Sancho Loko: PM influencer suspeito de tortura tem prisão mantida
Junior Sancho Cambuhy e outros dois policiais são investigados por tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica
atualizado
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Submetido à audiência de custódia nesta quarta-feira (8/4), o policial militar e influencer Junior Sancho Cambuhy (foto em destaque), mais conhecido pelo apelido de Sancho Loko, teve a prisão mantida e convertida em preventiva.
Ele foi preso na operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), que investiga o cometimento, de forma reiterada, dos crimes de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.
À coluna, Claudio Dalledone, advogado do PM, declarou considerar a medida “uma decisão arbitrária e desnecessária fruto de presunção de culpa.”
A operação
A ação foi deflagrada nessa terça-feira (7/4), em Curitiba. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Auditoria da Justiça Militar. Três mandados foram cumpridos nas residências dos investigados e um no batalhão onde eles estão lotados, na capital.
Durante a ação, as equipes do Gaeco apreenderam telefones celulares e outros itens de armazenamento eletrônico, cujo conteúdo poderá auxiliar na apuração dos fatos.
Nas residências de dois dos investigados, foram encontradas munições irregulares e dinheiro em espécie. Já em armários sem identificação, na unidade da Polícia Militar, foram localizados simulacros de arma de fogo, munições irregulares, maconha, crack e cocaína. Sancho Loko acabou preso.
A operação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Corregedoria apura
Em nota, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) informou que será instaurado o procedimento administrativo cabível para apuração dos fatos.
“Por fim, reforça que não compactua com quaisquer condutas que afrontem valores, princípios e normas que regem a corporação, reiterando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na condução de seus procedimentos”, finalizou.













