Mirelle Pinheiro

Salários de Gabigol e Kannemman vão parar em caixa de papelão. Veja

Os valores foram encontrados pela Polícia Civil do Mato Grosso em operação deflagrada na manhã desta terça-feira (24/6). Um homem foi preso

atualizado

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1 de 1 Foto colorida de Gabigol, atacante do Cruzeiro - Metrópoles - Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

A Polícia Civil do Estado do Mato Grosso (PCMT) encontrou, durante a Operação Falso 9, cerca de R$ 400 mil em espécie guardados em uma caixa de papelão. O dinheiro estava em Cuiabá (MT), na casa de um dos alvos da investigação.

A operação foi deflagrada, pelas Polícia Civis de Rondônia (RO) e do Paraná (PR), com o objetivo de desarticular um esquema de estelionato milionário contra jogadores de futebol de times brasileiros e uma instituição financeira,  por meio de fraudes na portabilidade de salários.

Ao menos dois jogadores do futebol brasileiro foram vítimas do esquema: Gabigol, atualmente no Cruzeiro, e o argentino Walter Kannemann, zagueiro do Grêmio.

Duas ordens judiciais foram cumpridas no estado, pelos policiais a Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes, em uma residência no bairro São Sebastião, sendo um mandado de prisão e um de busca e apreensão, contra um alvo de 28 anos.

O dinheiro encontrado ainda está sendo contabilizado, por isso é possível que o valor descoberto ultrapasse R$ 400 mil.

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Segundo as investigações, o esquema funcionava com alta especialização tecnológica. Criminosos conseguiam dados pessoais de atletas profissionais, como nome completo, CPF e documentos, e abriam contas bancárias fraudulentas com essas informações. Em seguida, solicitavam a portabilidade do salário do verdadeiro titular para essas contas falsas.

Assim que os valores eram transferidos, os golpistas faziam saques imediatos, compras e transferências para outros destinatários, dificultando o rastreamento e a recuperação do dinheiro. Até agora, apenas R$ 135 mil foram bloqueados preventivamente.

O caso foi detectado no início do ano por uma instituição financeira, que identificou movimentações suspeitas na portabilidade de contas de atletas. Após o alerta, a Polícia Civil deu início à investigação, que identificou pessoas físicas e jurídicas envolvidas no esquema, com sede em Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Lábrea (AM) e Almirante Tamandaré (PR).

A ação

Foram expedidos 33 mandados judiciais, sendo 22 de busca e apreensão domiciliar, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária, em Almirante Tamandaré (PR), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO). A operação conta com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

 

 

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