Mirelle Pinheiro

PM preso arrumou amante em app e falsificou CNH para ter visita íntima

O militar teria colocado a foto da amante em um falso documento com os dados de sua esposa. Eles foram flagrados e descobertos na visita

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

PMSP presídio
1 de 1 PMSP presídio - Foto: null

Condenado a 29 anos de prisão por um homicídio, o policial militar Eduardo José de Andrade, 23 anos, custodiado no Presídio Militar Romão Gomes, localizado em Água Fria, em São Paulo (SP), conseguiu acesso a um celular de dentro da cadeia e usou da oportunidade para arranjar uma nova namorada — mesmo sendo casado.

As informações foram descobertas e reveladas após a Corregedoria da Polícia Militar prender, em 11 de junho, quatro PMs suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção — delatado por Eduardo José.

Os militares, identificados como Felipe Oliveira Mazola, Felipe Moreira da Silva, Moreno Maximiliano Rocha  e Nilson Moreira da Silva, são acusados de cobrar propina dos presos para permitir a entrada de celulares, drogas e anabolizantes na prisão.

As investigações apontam que teria sido com um desses aparelhos que o PM condenado teria acessado um aplicativo de relacionamento amoroso e iniciado um novo relacionamento.

Diante da regra de que somente esposas podem ter direito à visita íntima, o militar decidiu pensar em uma forma de burlar a medida. Ele então teria pedido para a amante lhe enviar seus dados pessoais e uma foto.

A partir das informações, Eduardo falsificou, de dentro do presídio, uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

No documento, a foto da nova namorada foi anexada, mas os dados que apareciam eram de sua esposa. A CNH teria sido enviada à amante pelos Correios.

Em posse do documento falsificado, ela conseguiu entrar no presídio Romão Gomes em 25 de fevereiro de 2024.

Eles seguiram tranquilamente para a sala de visita íntima. Entretanto, tiveram a visita frustrada após um outro detento avisar à administração do presídio que aquela não era a esposa de Eduardo.

O casal estava deitado na cama, quando um sargento e um tenente foram ao alojamento da visita íntima e flagraram o casal.

Em depoimento, ele admitiu que os dados e a foto do documento eram de pessoas distintas, mas declarou que a CNH teria sido falsificada por alguém de fora do presídio.

O documento foi encontrado escondido dentro de um armário usado pelo detento.

Condenação

Em 16 de dezembro de 2024, o Tribunal de Justiça Militar, condenou o militar a quatro meses e três dias, com base no artigo 218 do Código Penal Militar (atribuir a terceiros, perante a administração militar, falsa identidade para obter vantagem em proveito próprio).

No mês passado, graças à colaboração de Andrade, a Corregedoria da Polícia Militar desmantelou a rede de corrupção no Romão Gomes. Foi apurado que dois sargentos responsáveis pela guarda do presídio permitiam a entrada dos celulares e outros itens ilegais.

Foram apreendidos cinco telefones celulares com um cabo que atuava como carcereiro. O sigilo telefônico de Andrade foi quebrado e revelou conversas com traficantes de drogas — crime pelo qual ele já havia sido também condenado, culminando na perda do cargo de policial militar e, consequentemente, da função pública.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?