Mirelle Pinheiro

Saiba quem é o “comandante” do batalhão fake que enganou 200 pessoas

Ele foi preso em flagrante no início deste mês, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte

atualizado

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golpe do batalhão
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Luiz Fernando Dutra (foto em destaque) é o homem investigado por criar um falso “batalhão” e recrutar mais de 200 pessoas com promessas de carreira militar em Minas Gerais.

Ele foi preso em flagrante no início deste mês, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ao tentar aplicar um novo golpe envolvendo uma escola pública.

Segundo as investigações, Dutra se apresentava como tenente-coronel da Polícia Militar, utilizando uniforme e documentos falsos para dar credibilidade ao esquema.

Com essa imagem, ele convencia vítimas a ingressarem no suposto batalhão, onde eram submetidas a uma rotina inspirada na hierarquia militar.

No local, Dutra assumia o papel de comandante, impondo regras rígidas, treinamentos e até punições financeiras.

Vítimas relatam que eram obrigadas a bater continência diariamente e pagar multas caso descumprissem as ordens. “Se a gente não batesse continência, tinha que pagar cerca de R$ 700”, contou uma das vítimas.

O suspeito prometia emprego formal, salário fixo e benefícios como plano de saúde, mas nada era cumprido.

Ao contrário, os participantes arcavam com custos de cursos, fardas, alimentação e até cerimônias organizadas pelo próprio grupo. Mesmo assim, muitos trabalharam por meses sem receber qualquer pagamento.

Além do falso batalhão, Dutra também tentou firmar um contrato com uma empresa de excursões escolares, se passando por capelão da Força Aérea Brasileira.

Ele ofereceu uma suposta doação de mais de R$ 300 mil para custear passeios de estudantes, mas a fraude foi identificada antes de qualquer prejuízo.

Após a recusa, ele chegou a ir até uma escola e sustentar a falsa versão de que havia sido vítima de golpe.

O homem foi preso em flagrante após a tentativa de novo golpe, mas acabou liberado após o registro por falsidade ideológica, já que não houve prejuízo financeiro consumado nesse caso específico.

Com a repercussão, outras vítimas passaram a procurar a polícia relatando situações semelhantes. Há ainda denúncias de maus-tratos a animais no local onde funcionava o falso batalhão.

 

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