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Mirelle Pinheiro

Saiba quanto ganha desembargadora que vendeu R$ 1 mi em sentenças

Desembargadora e dois filhos são denunciados ao Superior Tribunal de Justiça por venda de sentenças

20/02/2025 18:43, atualizado 20/02/2025 19:12
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TJBA/Divulgação
Lígia Maria Ramos Cunha Lima

A desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima (foto em destaque), do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), recebe, por mês, R$ 64 mil. Anualmente, a magistrada conta com quase R$ 800 mil.

Com decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi recebida na quarta-feira (19/2) a denúncia que tornou réus Lígia e os dois filhos, Rui Barata Lima e Artur Gabriel Ramos Barata Lima.

A família foi acusada de participação em organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito da Operação Faroeste.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), quando Lígia assumiu o cargo de desembargadora, em 2015, passou a atuar na Câmara do Oeste do TJBA. Nesse esquema, ela e os filhos teriam formado organização criminosa destinada a obter vantagens econômicas por meio de corrupção e lavagem de dinheiro.

Prisão

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aplicou, em novembro de 2024, pena de aposentadoria compulsória à desembargadora, em decorrência das acusações de envolvimento no esquema de venda de sentenças e grilagem de terras.

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Rui Carlos Barata Lima Filho, filho da magistrada
 Artur Gabriel Ramos Barata Lima, filho da magistrada
Lígia Maria Ramos Cunha Lima
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Artur Gabriel Ramos Barata Lima, filho da magistrada