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Mirelle Pinheiro

Saiba o que levou Daniel Vorcaro, do Master, de volta à prisão

Análises feitas em celulares apreendidos revelaram conversas que indicariam a articulação de ações contra adversários

atualizado

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Reprodução/Redes sociais
Daniel Vorcaro
1 de 1 Daniel Vorcaro - Foto: Reprodução/Redes sociais

A coluna apurou que a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a Polícia Federal apontar indícios de que ele teria atuado para interferir nas investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas à instituição.

Segundo os investigadores, análises feitas em celulares apreendidos revelaram conversas que indicariam a articulação de ações contra pessoas consideradas adversárias do empresário, entre elas testemunhas e envolvidos nas apurações.

Para a PF, o conteúdo encontrado sugere uma tentativa de pressionar ou intimidar pessoas ligadas ao caso, o que poderia comprometer o andamento das investigações. Os diálogos também indicariam a existência de um grupo restrito que discutia estratégias de monitoramento e possíveis represálias contra críticos ou investigados no mesmo caso.

Entre os participantes estavam pessoas próximas ao banqueiro, incluindo aliados que, segundo a investigação, teriam funções específicas dentro dessa estrutura.

A Polícia Federal sustenta que essas movimentações reforçam o risco de obstrução da Justiça, motivo que levou ao pedido de prisão preventiva.

Além disso, a nova fase da operação investiga suspeitas de ameaças, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos atribuídas a integrantes do grupo investigado.

A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero.

Além de Daniel Vorcaro, também são alvos da operação Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e apontado como possível operador financeiro do grupo.

A decisão judicial também determinou o afastamento dos ex-diretores do Banco Central Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, que foram alvo de buscas no âmbito da investigação.

A ação da PF também resultou em mandados de prisão contra outros investigados, além de buscas e apreensões em diferentes estados.

O STF ainda determinou o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.

Vorcaro já havia sido preso anteriormente durante as primeiras etapas da investigação, mas acabou liberado após decisão judicial.

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