Mirelle Pinheiro

Sabotagem: ex-funcionários são suspeitos de excluir IA de R$ 10 mi

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, os donos da plataforma teriam descoberto a exclusão pouco antes de lançar o site no mercado

atualizado

metropoles.com

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Ex-funcionários de uma empresa de tecnologia estão sendo investigados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) suspeitos de excluir propositalmente uma plataforma de inteligência artificial, avaliada em R$ 10 milhões.

O “sumiço” da plataforma foi detectado na última sexta-feira (1/8), pouco antes de seu lançamento no mercado. A aplicação tinha estimativa de alcançar mais de 20 milhões de usuários.

Nesse domingo (3/8), agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) deflagaram a “Operação Gênesis” contra envolvidos no roubo de dados e sabotagem do sistema. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em seis endereços, na capital e na Baixada Fluminense.

As investigações apontaram que um dos homens usou sua senha corporativa para apagar o sistema diretamente do ambiente de produção. O segundo exportou senhas pouco antes de ser demitido e tentou acessar a plataforma novamente no mesmo dia. Já o terceiro participou do planejamento da ação.

Mensagens trocadas entre o grupo confirmaram a existência de um planejamento prévio para o crime. Nessas conversas, eles discutiram, ainda, planos de atuação futura em outra empresa, incluindo a abertura de firmas próprias. Após diligências, os policiais concluíram que dois dos envolvidos abriram CNPJs no último mês.

Além da sabotagem, o trio também não devolveu os notebooks da empresa, que podem conter dados confidenciais, códigos e provas das ações cometidas. Há ainda suspeitas de que tenham usado celulares pessoais para armazenar e compartilhar informações sigilosas.

Durante as diligências — nos bairros do Méier, Cachambi e no município de São João de Meriti —, foram apreendidos notebooks, celulares e outros dispositivos eletrônicos. Dois investigados foram conduzidos à DRCI para prestar depoimento.

A ação apura os crimes de concorrência desleal, invasão de dispositivo informático com agravantes, apropriação indébita qualificada e associação criminosa.

As investigações continuam para esclarecer se os dados apagados podem ter sido usados em benefício próprio ou repassados à concorrência.

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