Mirelle Pinheiro

Rede é suspeita de vender medicamentos falsificados para tratar câncer

A rede de distribuição tem autorização para atuar, mas entrou na mira da Polícia Federal após indícios de irregularidades

atualizado

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Medicamentos falsificados ceará
1 de 1 Medicamentos falsificados ceará - Foto: Divulgação/PF

Uma distribuidora de medicamentos é suspeita de vender versões falsificadas de medicamentos utilizados no tratamento de câncer para hospitais e clínicas de saúde no estado do Ceará (CE).

O medicamento injetável original, conhecido como Keytruda, é um imunoterápico de alto custo usado no tratamento de diversos tipos de câncer, como melanoma, câncer de pulmão, câncer de cabeça e pescoço, câncer esofágico e linfoma de Hodgkin clássico.

A circulação de versões falsificadas pode comprometer o tratamento dos pacientes e provocar eventos adversos.

Desde a última quarta-feira (13/8), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza uma operação de combate à falsificação de medicamentos no Ceará.

O foco da ação é desarticular a rede suspeita. A operação conta com a parceria da Secretaria de Saúde do Ceará, a Vigilância Sanitária Municipal de Fortaleza e a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis).

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Operação

Após a investigação de denúncias, os fiscais chegaram a uma distribuidora de medicamentos regularizada que estaria fornecendo as versões falsificadas, mas foram impedidos de entrar no local por um funcionário.

Como a fiscalização foi obstruída, a empresa foi interditada até a conclusão das investigações. Com auxílio policial, o funcionário foi encaminhado à Polícia Civil para prestar depoimento e, devido à suspeita de crime de falsificação, a Polícia Federal foi acionada.

Também foi necessária a expedição de um mandado judicial para ingressar na distribuidora com auxílio policial, a fim de verificar as mercadorias existentes, o que ocorreu às 5h40 da manhã desta sexta (15).

No local, os fiscais encontraram diversas caixas de medicamentos sem registro no Brasil, com rotulagem em inglês, incluindo caixas do medicamento Keytruda, o que levanta suspeitas de falsificação internacional.

Havia diversas notas fiscais comprovando a venda desses medicamentos sem registro, além de caixas de medicamentos biológicos também sem registro no país.

O registro sanitário de um medicamento é um mecanismo de controle que garante que o produto possui eficácia e segurança comprovadas, tendo passado pelos testes necessários. Quando um medicamento não possui registro, não há como saber a sua procedência e em que condições foi fabricado, nem garantir o que há no conteúdo.

A falsificação de medicamentos é considerada crime hediondo pelo Código Penal, com penas que vão de 10 a 15 anos de prisão, especialmente nos casos dos medicamentos chamados “life saving”, ou seja, considerados de alta importância para a saúde pública.

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