Mirelle Pinheiro

Farmácia popular: empresas usam nomes de mortos para fraudar vendas

Segundo a PF, os prejuízos aos cofres públicos já somam R$ 5,6 milhões. Os envolvidos foram alvo de ação nesta quarta (6/8)

atualizado

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Na manhã desta  quarta-feira (6/8), sócios de farmácias localizadas na Grande Vitória (ES), investigadas por praticar fraudes no âmbito do Programa Farmácia Popular, do Governo Federal, foram alvo de uma ação da Polícia Federal (PF).

As investigações policiais indicam que algumas farmácias da região estariam recebendo irregularmente recursos financeiros do Programa, por meio da venda simulada de medicamentos subsidiados pelo Governo Federal que, na prática, nunca chegaram a ser fornecidos ao beneficiário declarado.

As farmácias envolvidas na fraude utilizavam nomes de pessoas aleatórias, algumas mortas ou moradoras de outro Estado, para preencher receituários médicos, igualmente falsificados, com objetivo de fazer uma prestação de contas fictícia ao Ministério da Saúde (MS) para receber os valores referentes aos medicamentos que não eram entregues.

As fraudes, segundo estimativas iniciais, teriam causado prejuízo superior a R$ 5,6 milhões aos cofres públicos. A Justiça Federal determinou o bloqueio deste valor na conta dos envolvidos.
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A ação

Durante as ações de busca e apreensão, os policiais federais apreenderam, nos endereços das farmácias, blocos de receituários e carimbos médicos falsificados, o que comprova a fraude investigada.

Os suspeitos poderão ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, estelionato contra a União, falsificação de documentos particulares, falsidade ideológica e uso de documento falso.

O programa

O Farmácia Popular tem por objetivo complementar a disponibilização de medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde, por meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada.

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