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Mirelle Pinheiro

Quem é o líder do PCC alvo do Gaeco por financiar protestos em Brasília

Ele já foi alvo de outras operações em SP. A mais recente ocorreu em agosto de 2025

atualizado

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Material cedido ao Metrópoles
Luiz Carlos Rodrigues Garcia
1 de 1 Luiz Carlos Rodrigues Garcia - Foto: Material cedido ao Metrópoles

O líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), alvo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), nesta quarta-feira (4/3), por comandar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo protestos realizados em Brasília (DF), é Luiz Carlos Rodrigues Garcia (foto em destaque).

Ele já foi alvo de outras operações em São Paulo. A mais recente ocorreu em agosto de 2025, por financiar atos supostamente organizados por parentes de presos de alta periculosidade detidos na Penitenciária Federal de Brasília, em 2022.

Esquema sofisticado

Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) descortinou um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro da facção.

Conforme levantado pelo Gaeco do MPDFT, o braço financeiro do PCC organizou e financiou manifestações públicas realizadas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, entre 2022 e 2023.

Os atos, segundo a apuração, buscavam dar aparência de mobilizações em defesa de melhorias no sistema penitenciário. No entanto, foram integralmente custeados com recursos de origem ilícita vinculados à facção criminosa e tinham o objetivo de lavar valores arrecadados ilicitamente pelo grupo criminoso.

O dinheiro proveniente do crime organizado era usado para contratar toda a infraestrutura dos eventos, como transporte interestadual de participantes, montagem de tendas, locação de banheiros químicos, alimentação e material de divulgação.

“Na prática, os atos serviam para dissimular a movimentação financeira da organização, ampliar sua influência política e recrutar apoio entre familiares de detentos”, afirmou o Gaeco.

Mesada como lealdade

A investigação revelou ainda que os mesmos canais financeiros utilizados para bancar as manifestações alimentavam o chamado sistema de auxílios da facção — mecanismo pelo qual a organização criminosa realiza pagamentos periódicos a familiares de membros presos, como forma de manter a coesão interna e garantir a lealdade dos integrantes.

A análise de dados bancários identificou movimentações financeiras suspeitas de valores expressivos entre os alvos da operação, com uso de depósitos em espécie e transferências realizadas em datas que coincidem com a véspera dos eventos investigados.

Os promotores apuraram também indícios de utilização de empresas de fachada e pessoas jurídicas com endereços fictícios para viabilizar a lavagem de capitais.

A ação contou com o apoio do Gaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) e com a parceria do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor/PCDF).

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