Quem é o hacker que se passou por CEO e causou prejuízo de R$ 1 milhão
O golpe do hacker gerou instabilidade no mercado, prejudicou contratos e abalou a confiança de parceiros estratégicos da multinacional

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, na manhã desta terça-feira (23/7), José Welington Simão Paiva (foto em destaque), ex-líder de TI de uma multinacional de logística acusado de trair a confiança do ex-patrão e executar um ataque hacker milionário contra a própria empresa em que trabalhava.
A captura ocorreu em sua residência, em Engenheiro Paulo de Frontin, durante a segunda fase da Operação Fantasma, coordenada pela Divisão de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/DRCI).
Segundo as investigações, José Welington utilizou o acesso privilegiado aos sistemas da companhia para praticar crimes de extorsão, invasão de dispositivo informático e furto qualificado pelo abuso de confiança.
O esquema começou em agosto de 2025, quando o então líder de TI passou a manipular dados internos e ameaçar a divulgação de informações estratégicas da empresa. Para evitar o vazamento, exigia pagamentos em criptomoedas.
No início, a multinacional acreditava estar diante de um ataque externo. Mas, poucos dias depois, as evidências apontaram para um golpe interno.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroO caso foi comunicado às autoridades, que deflagraram a primeira fase da Operação Fantasma. Na ocasião, aparelhos apreendidos na casa do investigado confirmaram sua responsabilidade nos crimes.
Veja imagens da 1ª fase da operação:
As apurações mostraram que o ex-funcionário, além de desviar dados sigilosos, se passava pelo próprio CEO da multinacional em grupos de WhatsApp corporativos, enviando mensagens para fornecedores e funcionários como se fosse o chefe da empresa.
O golpe gerou instabilidade no mercado, prejudicou contratos e abalou a confiança de parceiros estratégicos. O prejuízo causado ultrapassa R$ 1 milhão, além dos custos adicionais com reforço emergencial de segurança digital.
José Welington foi conduzido para a sede da especializada e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.





