Quem é Nelson Wilians, advogado alvo de buscas pela PF em SP
Advogado é dono de um dos maiores escritórios do país e é alvo da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13/8)

O advogado Nelson Wilians (foto em destaque), dono de um dos maiores escritórios de advocacia do país, o Nelson Wilians Advogados, voltou a ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (13/8). Os policiais cumprem um mandado de busca e apreensão na mansão dele, em São Paulo. Além do advogado, a PF mira a empresa paraibana Pixbet.
Ele é conhecido pela exposição da vida pessoal nas redes sociais, onde publica imagens de viagens, carros de luxo, avião e da mansão onde mora.
Esta não é a primeira vez que Nelson Wilians é alvo de uma operação. Em julho deste ano, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP).
O advogado também é investigado no caso da fraude do INSS, revelado pelo Metrópoles.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroEm setembro de 2025, a casa e o escritório de Nelson Wilians foram alvo de buscas da PF durante a Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto. A investigação apura um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Na ocasião, o ex-sócio do advogado, Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, também foi alvo de busca.
Operação Arena
A Operação Arena tem como objetivo investigar um grupo empresarial suspeito de usar estruturas societárias e financeiras no exterior para esconder a origem e o destino de dinheiro obtido com jogos de azar e apostas esportivas.
Ao todo, a PF cumpre 17 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira. As ordens foram expedidas pela 4ª Vara Federal da Paraíba e são cumpridas na Paraíba, em São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
A operação é realizada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.





