Advogado Nelson Wilians é alvo de buscas pela PF em SP
Os mandados são cumpridos na mansão do advogado, em São Paulo (SP)

O advogado Nelson Wilians (foto em destaque) é alvo de novo mandado de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (13/8). Os investigadores da Polícia Federal (PF) cumprem mandado na mansão dele em São Paulo. A operação envolve medidas de quebra dos sigilos telemático e bancário dos investigados e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Ele é um dos alvos da Operação Arena, que investiga um grupo empresarial suspeito de usar estruturas societárias e financeiras no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas. Além de advogado, a PF mira a empresa paraibana Pixbet.
Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba. As medidas são cumpridas nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros delitos contra o sistema financeiro nacional.
A operação é deflagrada em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroQuem é Nelson Wilians
Nelson Wilians é dono de um grande escritório de advocacia e conhecido por mostrar uma rotina de luxo nas redes sociais, exibindo mansão, avião, carros de luxo e viagens.
Em julho deste ano, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão em uma operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP). Nelson também é investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles.
Em setembro do ano passado, a casa e o escritório do advogado também foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal no âmbito da Operação Cambota, segunda fase da Operação Sem Desconto, sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias. Na ocasião, um ex-sócio dele, Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, também foi alvo da PF.





