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Mirelle Pinheiro

Por ciúmes, mulher joga carro em calçada para matar adolescentes.

As duas jovens, de 16 e 17 anos, ficaram feridas após serem atingidas pelo veículo. Elas receberam atendimento médico e foram liberadas

18/08/2026 20:26, atualizado 18/08/2026 21:14
Material cedido ao Metrópoles
Por ciúmes, mulher joga carro em calçada para matar adolescentes

Uma mulher de 28 anos foi presa preventivamente nessa segunda-feira (17/8) por suspeita de tentar matar duas adolescentes, de 16 e 17 anos, ao jogar intencionalmente um carro contra elas enquanto caminhavam pela calçada. O crime aconteceu em 3 de agosto, em Castro, nos Campos Gerais do Paraná.

As duas jovens ficaram feridas após serem atingidas pelo veículo. Elas receberam atendimento médico e foram liberadas do hospital ainda no dia do crime.

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o atropelamento foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que o veículo atinge as duas adolescentes.

Após o crime, a suspeita fugiu sem prestar socorro e abandonou o carro na rodovia PR-151. O veículo foi localizado e apreendido para passar por perícia.

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De acordo com o delegado Marcondes Ribeiro, responsável pelo inquérito, a investigação aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes. A suspeita já teria desavenças com uma das adolescentes.

“Inclusive, na noite anterior a autora enviou ameaças à vítima e fez menção a atropelá-la quando tivesse oportunidade”, afirmou o delegado.

A polícia informou que o alvo da suspeita seria apenas uma das adolescentes. A relação entre a mulher e as vítimas, no entanto, não foi divulgada.

No dia seguinte ao atropelamento, 4 de agosto, a investigada chegou a comparecer à delegacia acompanhada de advogados. Durante o interrogatório, porém, ela optou por permanecer em silêncio.

A mulher responde por duas tentativas de homicídio triplamente qualificadas, segundo a PCPR, por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas, e emprego de meio cruel.

Após ser presa nesta segunda-feira, a investigada foi encaminhada ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.