Mirelle Pinheiro

Polonês é preso em MG por estuprar companheira em estado vegetativo

Segundo a Polícia Civil, o polonês realizava procedimentos médicos e dava remédios importados à mulher, mesmo sem possuir formação para isso

atualizado

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Douglas Sacha/Getty Images
Foto genérica de sirene para matérias policiais
1 de 1 Foto genérica de sirene para matérias policiais - Foto: Douglas Sacha/Getty Images

Um polonês que vive em Nova Lima, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), foi preso na manhã dessa quinta-feira (27/11), pela Polícia Civil, sob suspeita de cometer uma série de violências contra sua companheira — uma mulher de 32 anos que vive em estado vegetativo  devido a uma grave lesão cerebral causada após uma parada cardiorrespiratória.

O caso chegou à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) a partir de uma denúncia da mãe da vítima. O inquérito foi instaurado em 13 de novembro deste ano.

Investigações apontam que o homem teria cometido os crimes de estupro de vulnerável e ameaça.

“A mãe da vítima foi na delegacia após encontrar, nos dispositivos eletrônicos da filha, indícios de que o relacionamento era marcado por violência psicológica antes mesmo do quadro clínico que deixou a mulher incapacitada”, informou a delegada Mellina Clemente, responsável pela investigação.

De acordo com Mellina, duas testemunhas foram ouvidas e as amigas da vítima confirmaram que ela pretendia romper o relacionamento. Já o suspeito negou os fatos.

Série de agressões

A mãe da vítima disse também ser ameaçada pelo suspeito, que afirmava levar a vítima para fora do país para cuidar dela sozinho, desconsiderando orientações e protocolos médicos brasileiros.

“Em uma das ocasiões, o serviço de homecare chegou a impedir o retorno da paciente para casa ao descobrir que ela recebia medicamentos importados e ministrados pelo investigado, que não possui formação médica”, considerou a delegada.

Pelos levantamentos, há registro de que o homem realizou sucção excessiva da traqueostomia da vítima, causando lesão na traqueia da mulher.

Ainda conforme as informações repassadas pela delegada, profissionais de saúde que atendiam a vítima relataram comportamento agressivo do suspeito, a ponto de um médico só realizar atendimentos acompanhado por outra pessoa, por medo do investigado.

Estupros

A investigação aponta ainda que uma das cuidadoras levantou suspeitas sobre a conduta do homem durante os banhos, relatando que ele passava tempo incomum manipulando a região íntima da companheira, friccionado e colocando o dedo repetidas vezes na região genital da vítima.

“A família instalou câmeras no quarto e no banheiro, mas o suspeito removeu a do banheiro. Após a reinstalação do equipamento em posição que possibilitava monitoramento constante, ele deixou de participar dos banhos”, frisou a delegada.

Diante da gravidade dos fatos, a mãe da vítima solicitou medidas protetivas para as duas, e a PCMG representou à Justiça pela prisão preventiva do investigado, considerando ainda a possível fuga dele para o exterior.

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