Mirelle Pinheiro

Obra fantasma: PF mira desvio em emendas parlamentares no Dnocs

O conjunto de sinais levou à suspeita de formação de uma organização criminosa integrada por servidores públicos e empresários.

atualizado

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PF/Divulgação
Servidor é preso pela PF com R$ 800 mil e movimentar R$ 66 milhões
1 de 1 Servidor é preso pela PF com R$ 800 mil e movimentar R$ 66 milhões - Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28/11), a Operação Fake Road, que mira um suposto esquema de desvios em contratos de pavimentação firmados pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e financiados com emendas parlamentares.

A ação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), cujo trabalho técnico identificou graves irregularidades nas obras viárias.

Segundo a PF, as auditorias da CGU levantaram indícios de superfaturamento, serviços executados apenas parcialmente, ou sequer iniciados, medições fraudulentas e favorecimento de empresas previamente escolhidas.

O conjunto de sinais levou à suspeita de formação de uma organização criminosa integrada por servidores públicos e empresários.

O prejuízo aos cofres federais já ultrapassa R$ 22 milhões, de acordo com estimativas preliminares.

Mandados em três capitais

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em nove endereços de Fortaleza (CE) e dois em Natal (RN).

As medidas judiciais incluem bloqueio de bens e valores, indisponibilidade de imóveis e veículos, além da quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático dos investigados.

Os agentes federais também executaram buscas pessoais e veiculares para apreensão de documentos e dispositivos relacionados às fraudes.

Cerca de 50 policiais participam da operação.

Esquema estruturado para driblar fiscalização

De acordo com os investigadores, o grupo atuava de forma coordenada: servidores públicos permitiam que as empresas vencedoras dos contratos apresentassem medições irreais, atestando obras que não existiam ou estavam longe de serem concluídas. Em troca, haveria vantagens financeiras indevidas.

O esquema só veio à tona após o cruzamento de dados da CGU com informações de campo, que apontaram discrepâncias entre o que foi pago e o que, de fato, havia sido executado.

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