
Mirelle PinheiroColunas

Polícia pede provas após denúncia de fraude na apuração do Carnaval
O pedido ocorreu após o presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, registrar boletim de ocorrência
atualizado
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A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) solicitou a apresentação de provas no caso que envolve suspeitas sobre a apuração dos desfiles das séries de acesso do Carnaval do Rio em 2026.
O pedido ocorreu após o presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, registrar boletim de ocorrência questionando a atuação da Liga RJ, entidade responsável por organizar as divisões de acesso da folia carioca. A escola foi rebaixada para a Série Prata.
Segundo a coluna apurou, a Draco pediu que o comunicante apresente documentação, indícios e testemunhas que possam auxiliar na investigação e fundamentar as alegações feitas contra a instituição.
Nas redes sociais, Gomes afirmou que busca providências contra o que classificou como irregularidades na condução do Carnaval do acesso. Ele também defendeu a abertura de uma investigação mais ampla sobre os critérios de julgamento.
A apuração de 2026 foi alvo de críticas de algumas agremiações, especialmente na Série Ouro. Além da Inocentes, outras escolas mencionaram suspeitas de favorecimento à União de Maricá, que conquistou o título e subiu ao Grupo Especial.
O desfile da campeã teve falhas e um acidente que deixou uma pessoa em estado grave, o que ampliou a insatisfação entre concorrentes.
Procurada, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) afirmou que não possui ingerência sobre o Grupo de Acesso, sendo responsável apenas pela organização do Grupo Especial. A Liga RJ foi procurada, mas não se manifestou até a publicação. O espaço permanece aberto para posicionamento.
Até o momento, não há inquérito formal instaurado. A continuidade da apuração dependerá da apresentação de elementos que sustentem as suspeitas levantadas no registro policial.
