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Mirelle Pinheiro

Cerco ao CV: mulher se passou por advogada para acessar processos

A Polícia Civil estima que cerca de R$ 70 milhões tenham circulado pelo esquema do Comando Vermelho (CV) desde 2018

20/02/2026 10:04, atualizado 20/02/2026 10:18
Polícia Civil/Divulgação
Lucila Meireles Costa

Lucila Meireles Costa (foto em destaque), 42 anos, foi presa na manhã desta sexta-feira (20/2), no Centro de Teresina (PI). A Polícia Civil do Amazonas aponta que ela atuava como falsa advogada para acessar informações sigilosas da Justiça amazonense e repassá-las a integrantes do Comando Vermelho (CV).

A prisão integra a Operação Erga Omnes, que mira uma estrutura política ligada ao Comando Vermelho com ramificações dentro da administração pública. A suspeita é de que também havia um núcleo voltado à obtenção de dados estratégicos em processos judiciais.

No local da prisão, os policiais apreenderam celulares, anotações e um token profissional vinculado a uma advogada regularmente inscrita na OAB do Amazonas.

O dispositivo, segundo a investigação, teria sido utilizado para acessar sistemas restritos.

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A investigação sustenta que o grupo atuava de forma organizada, com divisão clara de funções. Parte da engrenagem envolvia empresas de fachada nos setores de transporte e logística.

Na prática, essas empresas seriam usadas para movimentar recursos e dar suporte à compra de drogas na região de fronteira com a Colômbia. A distribuição ocorreria a partir de Manaus para outros estados.

O volume financeiro chama atenção. A Polícia Civil estima que cerca de R$ 70 milhões tenham circulado pelo esquema desde 2018.

Mandados foram cumpridos nos seguintes estados: Amazonas, Piauí, Ceará, Maranhão, Pará e Minas Gerais. Entre os alvos estão também um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas e ex-assessores parlamentares.

Lucila foi interrogada e encaminhada ao sistema prisional. Ela deve responder por organização criminosa, corrupção, violação de sigilo funcional e outros crimes relacionados à investigação.