
Mirelle PinheiroColunas

Polícia mira facção que envia drogas a Goiás e lava dinheiro em MT
A ação cumpre 49 ordens judiciais, entre sete mandados de prisão, 10 mandados de busca e apreensão, bloqueio de 16 contas bancárias
atualizado
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A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5/2), a Operação Testa de Ferro, uma megaoperação contra uma facção criminosa especializada no envio de drogas para outros estados e na lavagem de dinheiro do tráfico interestadual.
A ação cumpre 49 ordens judiciais, entre sete mandados de prisão, 10 mandados de busca e apreensão, bloqueio de 16 contas bancárias e sequestro de 16 veículos ligados aos investigados.
As determinações foram expedidas pela Justiça após representação da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
As diligências ocorrem simultaneamente em Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e Juína, em Mato Grosso, além de Luziânia (GO) e Corumbá (MS).
Segundo as investigações, o grupo estruturou uma rota de escoamento de entorpecentes a partir da região de fronteira de Mato Grosso, com destino principal ao estado de Goiás.
Paralelamente ao tráfico, os integrantes montaram um esquema financeiro para ocultar o dinheiro do crime.
De acordo com a Polícia Civil, os valores eram movimentados por meio de contas bancárias de terceiros, os chamados “laranjas”, usados para mascarar a real origem do dinheiro e dificultar o rastreamento dos recursos.
“A operação tem como foco desarticular o núcleo financeiro do grupo, interromper a circulação de dinheiro do tráfico e assegurar a efetividade das medidas patrimoniais determinadas pela Justiça”, afirmou o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pela apuração.
A Operação Testa de Ferro integra a Operação Inter Partes, dentro do programa Tolerância Zero, do Governo de Mato Grosso, voltado ao enfrentamento contínuo de facções criminosas e organizações voltadas ao tráfico de drogas.
O nome da operação faz referência à prática de utilização de pessoas para emprestar nome, documentos e contas bancárias, ocultando os verdadeiros beneficiários das atividades criminosas.
