Mirelle Pinheiro

Polícia faz operação contra Adilsinho por comandar grupo de extermínio

Os crimes estão ligados à disputa pelo comércio ilegal de cigarros

atualizado

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Arte/Metrópoles
Adilsinho e seu “Braço de Guerra”
1 de 1 Adilsinho e seu “Braço de Guerra” - Foto: Arte/Metrópoles

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5/2), uma operação para prender quatro suspeitos de envolvimento na execução de Fabrício Alves Martins de Oliveira, morto a tiros em 2022, em um crime ligado à disputa pelo comércio ilegal de cigarros.

Entre os alvos, está Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”, apontado pelas investigações como mandante da execução. Contra ele, a Justiça decretou prisão preventiva. Outros três nomes também são procurados: José Ricardo Gomes Simões, Alex de Oliveira Matos, o “Faraó”, e o policial militar Daniel Figueiredo Maia.

A ação é conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que apurou que Fabrício foi assassinado em 2 de outubro de 2022, quando estava em um posto de combustíveis. Ele foi surpreendido por homens encapuzados e fortemente armados, que efetuaram diversos disparos de fuzil e pistola.

Dois dias depois, durante o velório de Fabrício, um segundo homicídio ampliou o rastro de sangue. Fábio de Alamar, sócio da vítima em uma fábrica de gelo, foi morto a tiros ao deixar o Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio. Para os investigadores, a execução teve o mesmo pano de fundo, a disputa por pontos de venda e rotas do contrabando de cigarros.

A polícia sustenta que o grupo liderado por Adilsinho suspeitava de que Fábio também participava do comércio de cigarros paraguaios ao lado de Fabrício, o que teria motivado a decisão de eliminá-lo.

Pela morte de Fábio, já são réus e tiveram prisão decretada Adilsinho, José Ricardo Gomes Simões e Átila Deive Oliveira da Silva, o “Sassá”.

Durante a operação desta quinta-feira, José Ricardo Gomes Simões foi preso. Já o policial militar Daniel Maia se apresentou à Polícia Civil após saber da existência do mandado. Permanecem foragidos Adilsinho e Alex de Oliveira Matos, o “Faraó”.

Segundo a DHC, as investigações apontam que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre mandantes, executores e responsáveis pela logística dos ataques.

A Polícia Civil afirma que as buscas continuam e que novas diligências estão em andamento para localizar os foragidos e aprofundar a responsabilização criminal de todos os envolvidos.

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