Polícia investiga advogadas suspeitas de repassar ordens de preso
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares, dinheiro em espécie, drogas e um veículo blindado

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio Grande do Norte (Ficco/RN) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28/7), a Operação Gravata para desarticular um núcleo de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo a investigação, um dos líderes do grupo continuava comandando as atividades criminosas mesmo preso e utilizava duas advogadas para transmitir ordens aos comparsas.
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão em Natal, Parnamirim, Macaíba e Nísia Floresta. As ordens judiciais foram expedidas pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
Além das prisões, a Justiça determinou medidas cautelares contra as duas advogadas investigadas, proibindo que elas realizem visitas a pessoas privadas de liberdade ou frequentem unidades prisionais.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam celulares, dinheiro em espécie, drogas e um veículo blindado. Em uma das diligências, uma das investigadas tentou esconder o próprio telefone celular dentro de uma máquina de lavar roupas, segundo a Ficco.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroAs investigações apontam que o grupo utilizava imóveis em conjuntos residenciais de Parnamirim para armazenar e distribuir entorpecentes.
A Operação Gravata faz parte das ações integradas de combate ao crime organizado conduzidas pela Ficco/RN, força-tarefa composta por Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal do Rio Grande do Norte e Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).





