
Mirelle PinheiroColunas

Polícia diz que chefe de TH era “um dos mais sanguinários” do Rio
O homem morreu em um confronto com a PCRJ durante uma operação emergencial deflagrada nesta sexta-feira (26/9)
atualizado
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A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) classificou Edmilson Marques de Oliveira (foto em destaque) — o chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) morto em um confronto com investigadores nesta sexta-feira (26/9) — como um dos “mais sanguinários e perigosos narcoterroristas do Rio”.
A atribuição foi feita no anúncio da morte de Edmilson, publicado no perfil oficial da corporação.
Mais conhecido como “Cria” ou “Di Ferro”, o suspeito acumulava três mandados de prisão em aberto.
Por causa de seu perfil violento, Edmilson era temido na região do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, sendo apontado, inclusive, como figura acima de Thiago da Silva Folly, o TH da Maré — criminoso morto em uma troca de tiros durante uma ação policial deflagrada em maio deste ano.
Após a morte de TH, “Cria” teria passado a atuar diretamente como mandante na execução de crimes na região.
O secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, também se manifestou por meio de seu perfil particular. Ao compartilhar uma notícia sobre a morte do bandido, ele deixou um alerta: “Não ataquem a Polícia Civil. Você vai se dar mal. Narcoterrorista sanguinário e “dono” do Complexo da Maré, reagiu e foi neutralizado”, escreveu.
A operação
Segundo a PCERJ, o objetivo da ação emergencial deflagrada nesta sexta (26) era evitar um ataque dos narcoterroristas a uma comunidade rival.
A corporação informou que fará uma coletiva de imprensa às 11h30 desta sexta (26) para detalhar a ação. Participarão da entrevista o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, e representantes da Subsecretária de Inteligência (Ssinte), da Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional (SSPIO), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).




