Mirelle Pinheiro

Saiba quem eram as jovens argentinas torturadas e executadas em live

Os três corpos foram encontrados pela polícia argentina na quarta-feira (24/9), em uma casa localizada em Florencio Varela, em Buenos Aires

atualizado

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Reprodução/X
Argentinas mortas
1 de 1 Argentinas mortas - Foto: Reprodução/X

As três jovens argentinas brutalmente assassinadas em Florencio Varela, em Buenos Aires, no último sábado (20/9), são Brenda Castillo, 20 anos, Morena Verri, 20, e Lara Gutiérrez, 15. Elas foram torturadas e executadas durante uma transmissão ao vivo no Instagram.

Segundo o jornal argentino La Nación, Brenda e Morena eram primas, o que contribuiu para um abalo ainda maior dos seus familiares.

Brenda era mãe de uma criança pequena e foi descrita pela família, em entrevista à imprensa local, como “uma boa menina”.

Ela foi esfaqueada no pescoço, mas antes teria sido agredida com golpes no rosto e teve a face esmagada. Em um ritual macabro, ela ainda teve o abdômen aberto pelos assassinos.

Assim como a prima, Morena também foi morta de forma brutal. Exames revelaram que ela foi espancada, atingida por golpes no rosto, e teve o pescoço quebrado.

A mais nova do trio, Lara, que ainda era uma adolescente, vivia com a família em uma residência em Buenos Aires. Por meio das redes sociais, a irmã dela contou que a casa foi alvejada por disparos de arma de fogo após o crime.

A mulher acusa uma quadrilha de peruanos de ter orquestrado os crimes.

Lara teve cinco dedos da mão esquerda e uma orelha decepados antes de ser morta com golpes no pescoço.

De acordo com informações publicadas pelo Clarín, as vítimas trabalhavam como profissionais do sexo.

Prisões e mandante foragido

Ao todo, 12 pessoas já foram presas, entre elas, suspeitos que limpavam a cena do crime com cloro e terra remexida. Os presos incluem argentinos e peruanos, apontados como integrantes da rede criminosa.

Segundo a polícia, a ordem para a execução partiu de um traficante peruano foragido, líder da quadrilha que domina a favela 1-11-14, em Buenos Aires, e que controla diversos pontos de venda de drogas na periferia sul.

A principal hipótese é que as jovens tenham sido assassinadas por vingança após uma delas reter um quilo de cocaína e US$ 70 mil pertencentes ao grupo.

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