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Mirelle Pinheiro

PF vai intimar Marcola para depor sobre repasses de lobista

Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, teria recebido R$ 249 mil da lobista Roberta Luchsinger

07/08/2026 12:39, atualizado 07/08/2026 13:18
Montagem/Metrópoles
PF vai intimar Marcola para depor sobre repasses de lobista

A Polícia Federal (PF) vai intimar Marco Aurélio Santana Ribeiro (foto em destaque), conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para prestar depoimento. O nome dele figura em duas investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), que envolvem a lobista Roberta Luchsinger e o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A informação foi divulgada com exclusividade pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo, e confirmada pela coluna.

A investigação contra Marcola começou após a PF encontrar referências a ele em mensagens trocadas por Roberta Luchsinger durante a análise do material apreendido.  Segundo a apuração, a lobista fez repasses financeiros ao ex-assessor de Lula e chegou a pagar despesas pessoais dele.

Conforme revelado pela coluna Andreza Matais, o valor repassado por Roberta a Marcola chega a R$ 249 mil. Parte dos pagamentos teria sido feita por meio de códigos de barras enviados pelo ex-chefe de gabinete para que a lobista quitasse contas pessoais em seu nome, uma forma que, segundo investigadores, dificultaria o rastreamento dos valores.

A PF também apura se houve entrega de dinheiro em espécie.

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Os pagamentos teriam ocorrido ao longo de 2025, quando Marcola ainda trabalhava na antessala do presidente Lula, no Palácio do Planalto. Ele era responsável pela organização da agenda presidencial e mantinha contato com ministros e outras autoridades.

A relação entre Marcola e Roberta Luchsinger levou a corporação a solicitar a abertura de um terceiro inquérito no STF envolvendo Lulinha.

Investigação sobre Lulinha

No pedido encaminhado ao Supremo, a PF aponta suspeitas de que Fábio Luís Lula da Silva teria praticado tráfico de influência para beneficiar empresas parceiras. Segundo os investigadores, ele teria usado o nome do presidente Lula para facilitar negócios e investimentos relacionados à empresa 3Structure IT, do setor de tecnologia.

A companhia possui contratos que somam R$ 55,7 milhões com o governo federal, de acordo com a investigação.

A PF investiga se houve influência indevida e eventual uso da proximidade com o presidente da República para favorecer interesses privados.