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Mirelle Pinheiro

PF pede a Mendonça mais prazo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger

O pedido, enviado ao STF no início de outubro, refere-se aos inquéritos que apuram suspeitas de tráfico de influência

21/10/2026 13:58
Arte/Metrópoles
Lulinha e Roberta Luchsinger

A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça mais prazo para concluir os inquéritos que investigam o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (foto em destaque), filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A lobista Roberta Luchsinger também é investigada nas mesmas apurações.

Ao solicitar a prorrogação, no início de outubro, os investigadores alegaram que o prazo inicial de 60 dias não foi suficiente para concluir as apurações, uma vez que há várias diligências em curso.

A PF também pediu à área técnica da corporação relatórios detalhados sobre as relações entre Lulinha, Roberta Luchsinger e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Os investigadores solicitaram, ainda, um mapeamento das viagens feitas por Lulinha dentro e fora do país, com informações sobre quem custeou os deslocamentos e em quais deles o empresário esteve acompanhado da lobista.

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As diligências incluem também informações sobre outras pessoas citadas nos inquéritos, como o empresário Fernando Bittar e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.

Os nomes de Lulinha e Roberta também aparecem em uma terceira investigação, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Os pedidos estão sob sigilo e aguardam análise e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações contra Lulinha

O filho do presidente da República entrou na mira da Polícia Federal em julho deste ano. O primeiro inquérito apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em negociações relacionadas à comercialização de medicamentos à base de cannabis medicinal. Os investigadores apuram se Lulinha teria mantido uma sociedade com o Careca do INSS, apontado como um dos principais operadores das fraudes no INSS reveladas pelo Metrópoles.

O segundo inquérito investiga uma eventual prática de tráfico de influência para beneficiar empresários em contratos da Dataprev.

A terceira investigação, conduzida sob sigilo e sob relatoria do ministro Flávio Dino, apura suspeitas de tráfico de influência para favorecer empresas junto a órgãos públicos.