Mirelle Pinheiro

PF investiga grupo suspeito de bancar campanhas com verba pública

As apurações apontam que, nos 15 dias anteriores às eleições de 2024, o grupo movimentou mais de R$ 1,9 milhão

atualizado

metropoles.com

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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira
1 de 1 A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira - Foto: <p> HUGO BARRETO / METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21/5), a Operação Arthros para desarticular um suposto esquema de desvio de recursos públicos e financiamento ilegal de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no Maranhão.

Segundo a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada, contratos simulados e notas fiscais frias para esconder a origem do dinheiro, que seria destinado ao abastecimento irregular de campanhas políticas.

A PF afirma que os investigados também usavam contas bancárias de terceiros, saques em espécie e transferências fracionadas para dificultar o rastreamento dos valores, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.

As apurações apontam que, nos 15 dias anteriores às eleições de 2024, o grupo movimentou mais de R$ 1,9 milhão. Desse total, cerca de R$ 1,2 milhão teria sido distribuído a candidatos e intermediários envolvidos no esquema.

Segundo os investigadores, há indícios de que parte significativa dos recursos tenha sido desviada de contratos públicos para abastecer campanhas eleitorais.

A Polícia Federal afirma que o esquema funcionava de forma estruturada e coordenada, com integrantes responsáveis pela definição dos valores, escolha dos beneficiários e operacionalização dos repasses. A investigação descreve a atuação de um verdadeiro “gabinete paralelo” de financiamento eleitoral ilícito.

Até o momento, diversos candidatos de municípios maranhenses foram identificados como possíveis beneficiários do esquema. Os repasses eram feitos de forma pulverizada, inclusive por meio de terceiros, numa tentativa de ocultar o destino final do dinheiro.

Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Luís, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Codó, Matões e também em Teresina, no Piauí.

A Justiça também autorizou o afastamento dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados, além do afastamento de quatro servidores públicos e o bloqueio de bens no valor de R$ 2 milhões.

Os investigados poderão responder por crimes como caixa dois eleitoral, corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, desvio de recursos públicos e crimes contra a administração pública.

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