
Mirelle PinheiroColunas

PF faz nova operação para investigar vazamento de dados de autoridades
Nesta quarta-feira (1º/4), a Polícia Federal deflagrou operação para cumprir um mandado de prisão e seis de busca e apreensão
atualizado
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º/4), nova fase da Operação Exfil. O objetivo é dar continuidade à apuração do esquema de obtenção ilícita de declarações fiscais sigilosas de autoridades públicas e de seus familiares, mediante acesso não autorizado aos sistemas da Receita Federal do Brasil.
A PF cumpre, nesta quarta-feira, um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados do Rio de Janeiro (RJ) e de São Paulo (SP).
Dados de ministros do STF
A primeira fase da operação foi deflagrada em 17 de fevereiro deste ano, para apurar o repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal e obtidos de forma criminosa mediante remuneração.
Conforme divulgado pelo STF, por meio de nota, foram identificados múltiplos acessos irregulares, com origem em suas credenciais, a dados de ministros da Corte e de seus familiares.
Em 17 de fevereiro, o grupo foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news, conduzido pela Polícia Federal.
Como revelou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, o sigilo fiscal da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi quebrado sem autorização. O filho de outro ministro do Supremo também teve dados da declaração de Imposto de Renda acessados de forma irregular
A nota divulgada pelo STF após a deflagração da operação aponta a existência de “bloco de acessos cuja análise, pelas áreas responsáveis, não identificou justificativa funcional”.
À época, foram reveladas as identidades de quatro servidores investigados por supostamente terem acessado, de forma ilícita, dados sigilosos de ministros e de seus familiares, por meio de sistemas da Receita Federal: Ricardo Mansano de Moraes, auditor-fiscal da Receita Federal, que recebia salário de R$ 38.261,86; Luiz Antônio Martins Nunes; Luciano Pery Santos Nascimento; e Ruth Machado dos Santos.
Luiz ocupava, desde 1981, o cargo de técnico do Serpro, com salário mensal de R$ 12.778,82.
Já Luciano Pery Santos Nascimento atuava, até então, como técnico do Seguro Social, lotado na Delegacia da RFB em Salvador, e recebia R$ 11.517,49 mensais.
Ruth Machado dos Santos estava lotada como técnica do Seguro Social na Delegacia da RFB em Santos (SP). Como ingressou no órgão em abril de 1994, ela recebia salário de R$ 11.128,16.
